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Justiça proíbe propaganda de Marília Arraes que acusa a campanha de João Campos de machismo

O candidato e a coligação Frente Popular do Recife também solicitaram o direito de resposta à propaganda, mas o pedido foi indeferido

JC
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Publicado em 25/11/2020 às 20:05
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Justiça determina retirada do ar, da propagada de Marília Arraes, em que vincula ataques machistas à campanha de João Campos (PSB) - FOTO: YACY RIBEIRO/ JC IMAGEM
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Eleições de 2020 - Arte: JC

Matéria atualizada às 20h24

O juiz da 1ª Zona Eleitoral, José Júnior Florentino, decidiu pela retirada do ar da propaganda em que a candidata a prefeito do Recife, a deputada federal Marília Arraes, vincula o machismo à campanha do seu adversário, o candidato a prefeito João Campos. De acordo com a peça, que agora passa a ter sua veiculação proibida, a apresentadora afirma que quando um candidato sobre nas pesquisas, o outro estaria entrando em desespero e partindo, assim, para o ataque.

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"Mas quando quem está na frente é uma candidata mulher, o ataque é mais pesado, mais cruel, porque vem cheio de machismo e desrespeito. Quem é mulher sabe disso, porque convive com isso todos os dias, seja quando está em busca de uma vaga de emprego ou lutando para ser a primeira mulher prefeita da sua cidade", declara parte da propaganda. E finaliza: "O desespero do PSB, que hoje ataca Marília, atinge a honra de todas nós, mulheres. Parem".

De acordo com a decisão do juiz, é possível constatar que a propaganda intenta incutir no eleitor, de forma subliminar, a ideia de que João Campos adotam uma postura machista e desrespeitosa em relação às mulheres. "Além de criar estados mentais passionais, ao sugerir que, em virtude de pertencer ao gênero feminino, a Candidata Representada tem sido vítima de ataques desrespeitosos e machistas pelo Candidato Representante e pelo Partido ao qual ele é filiado (PSB). Não obstante, ao final da propaganda, a apresentadora afirma que o ataque levado a efeito pelo partido PSB contra a candidata Marília é um ataque a todas as mulheres". 

A assessoria de campanha de Marília Arraes informou que recorrerá contra a retirada da propaganda do ar, e que a equipe jurídica já está protocolando um mandado de segurança. Ainda segundo a decisão, deferida nesta quarta-feira (25), João Campos teria diversos documentos e relatos sobre sua atuação enquanto deputado federal, em favor das mulheres. Também é citado um vídeo em que mostra o prefeiturável em que diversas mulheres detentoras de cargos eletivos estão apoiando a sua candidatura a prefeito.

"Assim, ante tal panorama, apresenta-se como possível configuração de propagação de propaganda eleitoral negativa por meio de imputações desrespeitosas, injuriosas e difamatórias em face do candidato a Prefeito da coligação representante, visando ferir sua honra e imagem", declara o juiz. João Campos e a coligação Frente Popular do Recife também solicitaram o direito de resposta, mas o pedido foi indeferido. 

 


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Eleições de 2020 - FOTO:Arte: JC

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