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Bolsonaro nomeia seu ex-chefe de gabinete para Secretaria-Geral da Presidência

Ele substituirá Jorge Oliveira, que nesta quinta-feira (31) tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)

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Publicado em 31/12/2020 às 16:44 | Atualizado em 31/12/2020 às 16:44
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Pedro César Nunes Ferreira Marques de Souza vai acumular suas funções na Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) e na Secretaria-Geral, a exemplo do que já fazia Oliveira - FOTO: Marcos Corrêa/Divulgação/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou seu ex-chefe de gabinete e atual subchefe de Assuntos Jurídicos do governo, Pedro César Nunes Ferreira Marques de Souza, como ministro interino da Secretaria-Geral da Presidência. Ele substituirá Jorge Oliveira, que nesta quinta-feira (31) tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A expectativa no Palácio do Planalto é que um titular para a pasta só seja escolhido em fevereiro.
Uma das possibilidades discutidas pelo presidente é deslocar para o posto o atual ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Defensores dessa mudança argumentam que seria uma saída de prestígio ao articulador político do Planalto, que acumula desgastes com outros integrantes do governo. Assim, seu cargo na Secretaria de Governo poderia ser preenchido por um nome indicado pelo Centrão, que se aproximou de Bolsonaro nos últimos meses e passou a ocupar cargos no Executivo.

Nomeação

A nomeação de Souza foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira. Segundo a publicação, ele vai acumular suas funções na Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ) e na Secretaria-Geral, a exemplo do que já fazia Oliveira.
A SAJ é um dos órgãos mais importantes do governo, por onde passam todos os decretos, medidas provisórias e indicações para agências reguladoras, por exemplo. A Secretaria-Geral, por sua vez, é uma espécie de "prefeitura" do governo, responsável por coordenar ações administrativas do Palácio do Planalto.
Pedro Sousa, que é advogado e major reformado, acompanha Bolsonaro desde a Câmara dos Deputados e é considerado do núcleo duro do presidente. Após a eleição, Sousa ganhou o cargo de chefe de gabinete. Discreto, ele também é próximo de Oliveira.
 

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