Avaliação

Pela primeira vez desde maio de 2020, pesquisa registra queda na aprovação do governo Bolsonaro

Segundo a rodada de janeiro da pesquisa XP/Ipespe, desde julho também é a primeira vez que que a avaliação negativa do presidente supera a positiva

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 18/01/2021 às 14:27
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ISAC NÓBREGA/PR
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil - FOTO: ISAC NÓBREGA/PR
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Pela primeira vez desde maio de 2020, a pesquisa XP/Ipespe mostra um aumento no percentual dos críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e redução no de apoiadores. Segundo a rodada de janeiro do levantamento, divulgada nesta segunda-feira (18), a parcela da população que considera a gestão Bolsonaro ruim ou péssima passou de 35% para 40%, percentual próximo do registrado no início da pandemia, em abril.

Os que vêem a administração do militar da reserva como ótima ou boa, por sua vez, tiveram uma redução de 38% para 32%. Desde julho, é a primeira vez que que a avaliação negativa do presidente supera a positiva.

Confira aqui a pesquisa completa

Ao mesmo tempo, também cresceu o número de entrevistados que consideram ruim ou péssima a atuação de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de covid-19. Hoje, esse número corresponde a 52% dos que participaram do estudo, 4 pontos percentuais a mais do que o registrado em dezembro.

Conforme os dados da pesquisa, a avaliação dos governadores ficou em 35% para bom e ótimo e 25% para ruim e péssimo em janeiro. Os resultados são 1 p.p menores nos dois cenários em comparação com os números de dezembro. A avaliação regular passou de 35% para 38%. O destaque vai para a melhora gradual, mas contínua, dos governadores da região sudeste, cuja aprovação passou de 23% em agosto para 32% agora.

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Quando questionados sobre o auxílio emergencial pago pelo governo até o fim de dezembro, 50% dos entrevistados defendeu que um benefício semelhante seja criado por mais alguns meses, mas só 27% dos participantes da pesquisa disseram acreditar que o governo fará isso. Para 47% dos entrevistados, o governo não vai custear mais uma rodada do benefício.

Ao todo, foram realizadas para o levantamento 1.000 entrevistas com abrangência nacional, no período de 11 a 14 de janeiro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

2022

Apesar da queda na sua aprovação, Bolsonaro segue como favorito na disputa presidencial de 2022, segundo o estudo. "Ele oscilou um ponto para baixo e atinge 28% das intenções de voto, à frente de Sergio Moro (12%), Ciro Gomes (11%) e Fernando Haddad (11%). Atrás deles, aparecem Luciano Huck (7%), Guilherme Boulos (5%), João Doria (4%), João Amoêdo (3%) e Luiz Mandetta (3%)", diz o levantamento.

Quando o nome dos candidatos não são apresentados, o presidente também se mantém na liderança, com 22% das menções, 2 p.p a menos no que no mês de dezembro. A citação de outros candidatos passou de 15% na última rodada para 19% agora em janeiro.

Em simulações de segundo turno, o único candidato que venceria Bolsonaro, por 36% a 33%, é o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Esta é a primeira vez que a pesquisa aponta um cenário de derrota para Bolsonaro no segundo turno. Nas simulações com todos os outros postulantes, o militar vence numericamente todos eles.

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