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Ao anunciar auxílio emergencial, Bolsonaro critica isolamento, pede coragem e diz que o 'Brasil precisa voltar a trabalhar’

Bolsonaro disse que o governo não pode pagar valores maiores do auxílio e voltou a comparar decretos dos governadores com estado de sítio

Cássio Oliveira
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Cássio Oliveira
Publicado em 31/03/2021 às 14:29 | Atualizado em 05/04/2021 às 17:42
ISAC NOBREGA/PR
Presidente Jair Bolsonaro - FOTO: ISAC NOBREGA/PR
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Ao anunciar o Auxílio Emergencial 2021, Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores para conter o avanço no número de infectados e de mortes pelo novo coronavírus (covid-19). De acordo com o presidente, o governo não tem condições de pagar custear o programa por muito tempo e, assim, de acordo com Bolsonaro, as pessoas precisam "voltar a trabalhar". “É mais um endividamento da União, não é um dinheiro que estava no cofre. Isso pesa para todos nós, é uma conta que fica para nós e para as gerações futuras também”, afirmou. “O governo não pode continuar com esses gastos por muito tempo, porque vai desequilibrar a economia”, completou.

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Bolsonaro fez um apelo a governadores e prefeitos e voltou a falar em estado se sítio no Brasil. "O apelo que a gente faz é que essa política de lockdown seja revista, isso cabe na ponta da linha aos governadores e prefeitos, só assim podemos voltar à normalidade. Temos visto em vários países da Europa uma fadiga, um estresse, no tocante à política de lockdown. A população não apenas quer, precisa trabalhar. Nenhuma nação se sustenta muito tempo com esse tipo de política e nós queremos voltar à normalidade o mais rápido possível. Buscando medidas para combater a pandemia como temos feito com a questão das vacinas. Mas, o Brasil tem que voltar a trabalhar. Alguns decretos tem se superado em muito ao que seria um estado se sítio, o estado de sítio não é o presidente que decreta ele pode mandar para o parlamento, mas só depois que a Câmara e o Senado concorde é que entraria em vigor", comentou.

Isolamentos, as medidas restritivas, com toque de recolher, com supressão do direito de ir e vir, extrapola e muito o estado de sítio. Apelo a todas as autoridades que revejam a política e permitam que o povo vá trabalhar.
Jair Bolsonaro a governadores e prefeitos.

 

Bolsonaro destacou que o auxílio é apenas um complemento da renda. "Eu temo por problemas sociais gravíssimos no Brasil. O auxílio emergencial é um alento, é pouco inclusive, reconheço, mas é o que a nação pode. Só temos um caminho, deixar o povo trabalhar", comentou. O presidente ainda completou voltando a afirmar que a fome mataria mais que o vírus, que já levou a mais de 300 mil brasileiros, desde o início da pandemia.

"Sempre disse e fui criticado que os efeitos colaterais do combate à pandemia que ainda se aplicam no Brasil não podem ser mais danosos que o próprio vírus. Qualquer um pode contrair o vírus, ter complicações, mas a fome mata muito mais que o próprio vírus. Temos de enfrentar a realidade, não adianta fugir do que esta aí. Para mim é fácil entrar o politicamente correto, mas não traz soluções. Teremos de ser fortes, acreditarmos em Deus e buscar soluções. Se a pobreza continuar avançando não sabemos onde parar. Vamos com cuidado, com medidas protetivas, com coragem, buscar a solução. A volta do direto de homens e mulheres de trabalhar é essencial", concluiu.

Auxílio Emergencial

Na nova rodada do auxílio, apenas uma pessoa por família poderá receber o benefício, que tem valores de R$ 150 para famílias de uma só pessoa, R$ 250 para famílias com mais de um integrante e R$ 375 para mães que são as únicas provedoras do lar, pagos em quatro parcelas mensais.

Apenas poderá receber os valores quem já era beneficiário do programa em dezembro de 2020. Em decreto editado na semana passada, o governo reforçou a proibição à realização de novos pedidos do benefício por quem estava empregado até julho de 2020, quando o cadastro foi encerrado, mas foi demitido depois disso, sem conseguir recolocação.

Citação

Isolamentos, as medidas restritivas, com toque de recolher, com supressão do direito de ir e vir, extrapola e muito o estado de sítio. Apelo a todas as autoridades que revejam a política e permitam que o povo vá trabalhar.

Jair Bolsonaro a governadores e prefeitos.

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