INVESTIGAÇÃO

Presidente da CPI da Covid diz que Pazuello deve ser reconvocado a prestar depoimento

De acordo com o senador Omar Aziz (PSD-AM), depoimento do ex-ministro foi 'hilário' e desta vez não deverá contar com 'ingerência do Supremo'

JC
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Publicado em 22/05/2021 às 15:41
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LEOPOLDO SILVA/AGÊNCIA SENADO
EX-MINISTRO Militar será agora secretário de Estudos Estratégicos - FOTO: LEOPOLDO SILVA/AGÊNCIA SENADO
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O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), disse neste sábado (22) que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve ser reconvocado na próxima semana para prestar depoimento na comissão que apura a conduta do governo federal durante a pandemia da covid-19. Caso confirmada, a reconvocação levará Pazuello pelá terceira vez à CPI da Covid. Nesta semana, o ex-ministro prestou depoimento durante dois dias na comissão. 

Ainda segundo Aziz, Pazuello aproveitou o habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para "mentir" sem o risco de ser preso na CPI. 

"Ele estava com um habeas corpus debaixo do braço, que permitia que ele falasse o que ele quisesse, que nada poderia acontecer com ele. Por isso que ele está sendo reconvocado, vai ser reconvocado na quarta-feira”, afirmou o senador durante live promovida pelo Grupo Prerrogativas.

O presidente da CPI também acredita que, ao prestar novo depoimento, Pazuello não deverá contar com um novo habeas corpus concedido pelo STF. 

"A gente espera  trabalhar sem a ingerência do Supremo nessa questão, até porque, se o ministro (Ricardo Lewandowski) assistiu (à CPI), ele disse 'não posso dar de novo habeas corpus pro cara mentir'”, completou Aziz. 

Depoimento de Pazuello

O ex-ministro da Saúde prestou depoimento na CPI na última quarta-feira (19) e também na quinta-feira (20). Na quarta, após horas de ouvida, Pazuello, segundo os senadores, teria passado mal em um dos intervalos. O ex-ministro negou o mal estar, mas deixou o Senado e retomou a oitiva no dia seguinte. 

No depoimento, o ex-ministro da Saúde  foi acusado por alguns senadores de mentir durante a CPI. O general da ativa teria distorcido fatos para 'blindar' o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e atribuiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) o fato de "muitos" itens do plano nacional de contingência de covid-19 não terem sido implantados pelo governo federal.

Nesta sexta-feira (21), o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apresentou requerimento pedindo a nova convocação de Pazuello. A previsão é votar o requerimento na quarta-feira (26).

A CPI já prepara também um relatório sobre os trabalhos e os depoimentos colhidos até então. O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já apontou 15 mentiras e contradições do depoimento de Pazuello. 

 

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