CÂMARA DOS DEPUTADOS

Vice da Câmara não descarta dar andamento a pedido de impeachment de Bolsonaro, se assumir comando da Casa

Ramos está analisando o superpedido de impeachment que reúne diversos partidos de oposição e de centro, e afirmou que uma leitura preliminar indica haver indícios de crime de responsabilidade

Larissa Lira
Larissa Lira
Publicado em 20/07/2021 às 23:38
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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM) - FOTO: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
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Com informações do Estadão

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara, disse em entrevista ao Estadão, nesta terça-feira (20), que se assumir o comando da Casa não descarta dar andamento a um pedido de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). 

Ramos está analisando o superpedido de impeachment que reúne diversos partidos de oposição e de centro, e afirmou que uma leitura preliminar indica haver indícios de crime de responsabilidade.

"Recebi hoje, nesta madrugada, o superpedido. Vou ler, analisar os fundamentos jurídicos e avaliar se está presente o crime de responsabilidade. Se eu estiver no exercício provisório da presidência da Câmara, no caso de afastamento por algum motivo do presidente Arthur Lira, essa é uma análise que eu vou fazer quando essa situação se der. Uma coisa é dizer se sou a favor ou contra. Outra é a minha avaliação se, enquanto no exercício da presidência, posso ou não tomar essa decisão. Existem indícios. Ameaçar não fazer eleição me parece um indício. Ameaçar a ordem democrática ao participar de atos que pedem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) é algo que precisa de uma análise mais profunda", disse ao Estadão.

 

 

 

Mais novo alvo de ataques de Bolsonaro, o vice da Câmara também disse que a Casa precisa demarcar uma linha clara sobre a qual o presidente não pode avançar.

"Bolsonaro precisa sempre ter um inimigo. Ele não sabe governar e não pode permitir que as pessoas conversem com ele sobre os problemas do País. A melhor forma de impedir isso é criar uma crise a toda hora. Hoje sou eu, ontem foi Joice Hasselmann (PSL-SP), anteontem foi Alexandre Frota (PSDB-SP) e, recentemente, foi a Luisa Canziani (PTB-PR). Se não reagirmos, amanhã será Arthur Lira e a Câmara dos Deputados inteira. Bolsonaro não respeita ninguém nem respeita a instituição da Câmara. A hora de reagir é agora. A Câmara precisa demarcar uma linha no chão de até onde ele pode ir. Precisa colocar um cercadinho para mostrar até onde ele pode ir e dali ele não pode passar", afirmou.

 

 

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