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"Se a direita começar a bater muito, vai ter que escolher entre Lula e Ciro", diz Bolsonaro

O presidente voltou a acusar a existência de fraude nas eleições de 2014 e prometeu provar nesta quinta-feira (29)

Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Publicado em 26/07/2021 às 22:44
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MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
Presidentre Jair Bolsonaro - FOTO: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
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Por Filipe Pereira

Em um encontro com apoiadores nesta segunda-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou o cenário eleitoral para 2022. No Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo reclamou de críticas vindas de categorias da direita e citou seus adversários, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT). A matéria é do jornal O Povo para a Rede Nordeste.

"Se começar a bater muito, vão ter que escolher no segundo turno Lula ou Ciro. A crítica é válida quando ela tem fundamento pessoal, simplesmente”, afirmou Bolsonaro, para risadas dos seus apoiadores.

A última pesquisa do instituto Datafolha apontou a liderança do ex-presidente petista nas intenções de votos para as próximas eleições. Lula aparece com 46%, contra 25% de Jair Bolsonaro. Depois aparece Ciro, com 8%.

O presidente ainda voltou a afirmar que vai provar nesta quinta-feira, 29, a existência de fraude nas eleições de 2014, em que a ex-presidente Dilma (PT), saiu vitoriosa. Em seu discurso, Bolsonaro seguiu criticando o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Vamos ter o voto democrático ou não no ano que vem? Vamos ter eleições democráticas? Não consigo entender porque os caras são contra uma maneira de terminar as eleições e ninguém reclamar. Está na cara que querem fraudar, de novo”, afirmou o presidente.

As manifestações acontecem dias após mais uma crise institucional motivada pela polêmica do voto impresso, envolvendo o ministro da Casa Civil, o general Walter Braga Netto. Além disso, Bolsonaro foi alertado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, sobre a relação de crise entre os Poderes. Na ocasião, com o magistrado, Bolsonaro teria se comprometido a aliviar os ataques sofridos pelos ministros do STF e TSE.

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