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Após ser alvo da PF, Sérgio Reis volta atrás e pede desculpas ao STF: "estão querendo acabar comigo, não sou bandido"

No 'olho do furacão' nos últimos dias após vazamento de áudio em que convoca atos antidemocráticos em defesa do presidente Jair Bolsonaro, o cantor Sérgio Reis pediu desculpas pelo que falou

Elton Ponce
Elton Ponce
Publicado em 21/08/2021 às 19:09
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CLEIA VIANA/AGÊNCIA CÂMARA
Sérgio Reis - FOTO: CLEIA VIANA/AGÊNCIA CÂMARA
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No "olho do furacão" nos últimos dias após vazamento de áudio em que convoca atos antidemocráticos em defesa do presidente Jair Bolsonaro, o cantor Sérgio Reis pediu desculpas pelo que falou. Ele vai dar uma entrevista completa neste domingo (22) na TV Record, no programa Domingo Espetacular.

Segundo o site da emissora, o cantor disse estar arrependido: "Eu errei, quero pedir desculpas, até ao Supremo".

"Eu sou uma pessoa que só pensa bem dos outros. E agora estão querendo acabar comigo como se eu fosse bandido. Eu não sou bandido", garantiu o sertanejo.

Sérgio Reis, um dos mais importantes nomes da música caipira do país, disse que "falou bobagem". Ele está proibido de se aproximar da Praça dos Três Poderes, onde ficam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, em Brasília. A decisão foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Moraes fez a determinação ao autorizar o cumprimento de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira em endereços de Sérgio Reis, do deputado federal bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ) e de outros investigados por ameaças às instituições democráticas.

O magistrado determinou que os investigados fiquem impedidos de circular até um quilômetro de distância da Praça dos Três Poderes, onde o grupo planejava realizar protestos contra o STF no dia 7 de setembro.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que os investigados pretendem abusar "dos direitos de reunião, greve e liberdade de expressão, para atentar contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições", "inclusive atuando com ameaça de agressões físicas".

"Condutas criminosas decorrentes do abuso e desvio no exercício de direitos constitucionalmente previstos não podem ser impunemente praticadas para atentar, coagir, desrespeitar ou solapar a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições", diz o ministro no despacho.

Segundo o ministro, as manifestações "criminosas e antidemocráticas" estão sendo programadas para a proximidade do feriado de 7 de Setembro, e os investigados estariam se valendo de publicações em redes sociais "para instigar os seus seguidores, e tentar coagir a população brasileira em geral, a atentar contra o Estado Democrático de Direito brasileiro e suas Instituições republicanas, inclusive com incentivo a atos expressos de ameaça e violência física".

Ao determinar as medidas de restrição, Moraes atendeu a pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) em um novo inquérito que chegou à Corte na última segunda-feira. As solicitações foram assinadas pela subprocuradora-geral Lindôra Maria Araújo, conhecida por posicionamentos alinhados ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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