EX-PRESIDENTE

'Ao invés de somar, estimula divisão, ódio e violência', diz Lula sobre Bolsonaro na véspera do 7 de setembro

Pronunciamento do petista foi divulgado na noite desta segunda-feira (6)

Douglas Hacknen
Douglas Hacknen
Publicado em 06/09/2021 às 20:16
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Divulgação/Ricardo Stuckert
Lula durante pronunciamento no 7 de setembro - FOTO: Divulgação/Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou um pronunciamento, nesta segunda-feira (6), véspera do Dia da Independência do Brasil. Na gravação, exibida às 19h em todas as redes de Lula e do PT, o petista criticou a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sem citá-lo nominalmente. Segundo o ex-mandatário, ao invés de somar, Bolsonaro estimula a divisão, o ódio e violência.

Lula fez referência aos atos programados para este 7 de setembro. Bolsonaro tem convocado sua base de apoiadores para ir às ruas em defesa de seu governo. O presidente chegou a afirmar que as manifestações serão um "ultimato" para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Ao invés de anunciar soluções para o país, o que ele (Bolsonaro) faz nesse dia é chamar as pessoas para a confrontação, é convocar atos contra os poderes da República, contra a democracia que ele nunca respeitou. Ao invés de somar, estimula a divisão, o ódio e a violência. Definitivamente, não é isso que o Brasil espera de um presidente", afirmou.

Ainda em seu pronunciamento, Lula ressaltou que a fome, a pobreza, o desemprego e a desigualdade não são mandamentos divinos, mas resultados de erros de governantes. "O Brasil andou para trás porque o governo federal parou de investir no crescimento e nos programas que ajudam o povo. Cortaram as verbas das escolas, dos hospitais, da agricultura familiar, encolheram o Bolsa Família. E nenhum país do mundo, nenhum, vai para frente sem investimento público. Pararam as obras que geram emprego e fazem a economia crescer e, ao mesmo tempo, continuaram cobrando cada vez mais imposto do pobre do que dos ricos", falou.

Lula também enfatizou que é papel de um presidente "manter acesa a confiança da população no presente e no futuro do país, mostrar que é possível superar os obstáculos". Ainda de acordo com Lula, "um presidente tem de saber somar forças para governar com esse sentimento permanente, porque é dele que vem um exemplo para o país".

O petista finalizou o discurso afirmando que o Brasil tem jeito e que vai reconstruir o País com justiça, soberania e oportunidades.

 "É preciso continuar lutando para superar esse momento, como superamos tantas outras críticas no passado. Tenho fé que vamos reconstruir este país com justiça, soberania e oportunidades para nós, para nossos filhos e nossos netos. Acreditem: o Brasil tem jeito", completou.

Atualmente, pesquisas apontam que em uma eventual disputa de segundo turno contra Bolsonaro, Lula venceria com uma larga vantagem. Em Pernambuco, por exemplo, um levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado no último domingo (5), mostra as intenções  de voto para a eleição presidencial de 2022. A pesquisa mostra que o ex-presidente tem a preferência de quase metade dos eleitores de Pernambuco já no primeiro turno. Ele aparece com 49,9% dos votos. Em segundo lugar, ficou o presidente Jair Bolsonaro, com 20,7%.

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