7 DE SETEMBRO

"Longe dos delírios totalitários de Bolsonaro, a inflação, a fome e a miséria estão de volta", diz governador Paulo Câmara

O governador de Pernambuco foi às redes sociais criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste 7 de setembro

Amanda Azevedo Estadão Conteúdo
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Amanda Azevedo
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Publicado em 07/09/2021 às 17:08 | Atualizado em 08/09/2021 às 0:31
ALUÍSIO MOREIRA/SEI
Governo de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) - FOTO: ALUÍSIO MOREIRA/SEI
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O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), foi às redes sociais criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste 7 de setembro

"O Sete de Setembro é uma data para celebrar a liberdade, a democracia e o progresso do nosso país. Não para promoção pessoal ou para o presidente ameaçar e desrespeitar os demais poderes constituídos. Infelizmente, ele está em campanha permanente e não governa o país. Enquanto isso, no mundo real, longe dos delírios totalitários de Bolsonaro, a inflação, a fome e a miséria estão de volta e o Brasil segue sem perspectivas", disse o governador.

Prefeito do Recife

Já o prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou, no Twitter, que o País assistiu neste sete de setembro "a mais uma afronta direta à democracia".

"O Brasil assistiu hoje a mais uma afronta direta à democracia. Enquanto o país atravessa uma crise sem precedentes, o 7 de setembro foi transformado em episódio lamentável com um novo flerte com a ruptura institucional. Não vamos desistir do país que tantos ajudaram a sonhar e a construir. Os problemas precisam de soluções concretas, de lideranças que ajam com responsabilidade, com capacidade para ouvir e unir o Brasil em torno de um projeto democrático que renove a esperança. Seguiremos na defesa do diálogo para este caminho de reconstrução. O Brasil real não dá ouvido a bravatas. E vai seguir em frente", disse.

 

Bolsonaro volta a atacar STF

O presidente Jair Bolsonaro disse durante discurso em manifestação na avenida Paulista, que descumprirá decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, contra quem apresentou um pedido de impeachment já negado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). "Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá", disse Bolsonaro num dos momentos em que foi mais ovacionado em sua fala aos apoiadores que compareceram hoje à avenida Paulista.

Entre as decisões de Alexandre de Moraes que contrariam Bolsonaro, o ministro do Supremo incluiu o chefe do Executivo como investigado no inquérito das fake news, e determinou ontem a prisão de duas pessoas envolvidas na organização de atos contra instituições democráticas e que ameaçaram ministros da Corte.

Hoje, ao voltar a atacar o ministro durante o discurso na Paulista, Bolsonaro disse que o tempo de Alexandre de Moraes no STF acabou. "Sai, Alexandre de Moraes. Deixa de ser canalha. Deixa de oprimir o povo brasileiro", afirmou o presidente em tom inflamado.

Na sequência, Bolsonaro defendeu que "todos os presos políticos sejam postos em liberdade. A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e cuidar de sua vida. Ele, para nós, não existe mais", enfatizou o presidente, acrescentando que ou o ministro do Supremo "se enquadra" ou pede para sair.

Nesse momento, a plateia de apoiadores gritou em coro por alguns minutos: "Eu autorizo". "Liberdade para os presos políticos, fim da censura, fim da perseguição a conservadores, àqueles que pensam no Brasil", reforçou Bolsonaro.

O chefe do Executivo voltou a defender também o voto impresso neste feriado da Independência, desferindo ataques contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.

"Nós acreditamos e queremos a democracia. A arma da democracia é o voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não ofereça segurança por ocasião das eleições", frisou Bolsonaro. "Não é uma pessoa do Tribunal Superior Eleitoral que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável", complementou.

Referindo-se ao sistema eletrônico de votação, Bolsonaro assinalou que não vai participar de uma "farsa" patrocinada por Barroso. "Nós queremos eleições limpas, democráticas, com voto auditável e contagem pública dos votos".

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