Eleições 2022

"Glória a Deus" está de volta? Veja o que disse Cabo Daciolo sobre Eleições 2022

Cabo Daciolo ficou conhecido durante a disputa à Presidência da República em 2018 por seu bordão "Glória a Deus". O candidato ficou em sexto lugar nas Eleições 2018

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Estadão Conteúdo, Giovanna Torreão

Publicado em 30/10/2021 às 11:33 | Atualizado em 30/10/2021 às 14:46
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Conhecido durante a disputa à Presidência da República em 2018 por seu bordão "Glória a Deus", Cabo Daciolo lançou sua pré-candidatura para as eleições de 2022 após se filiar ao partido Brasil 35. "O povo brasileiro voltará a ter orgulho de nossa nação. Pela mudança! Glória a Deus", disse Daciolo durante o evento de filiação, que aconteceu nessa sexta-feira (29).

"Estamos muito felizes em receber o Cabo Daciolo em nosso partido e entendemos que ele hoje é o melhor nome para o Brasil. Não é direita, nem esquerda. É um brasileiro buscando o bem do país", disse apresidente da sigla, Suêd Haidar, em comunicado. Antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB), o Brasil 35chegou a ser cotado para filiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 


Cabo Daciolo avisa desde já que não é o representante da terceira via. "Mermão, eu sou a primeira via", sentenciou. O mais pitoresco dos candidatos da eleição presidencial de 2018, Daciolo reclamou, nesta semana, de reportagem especial do Estadão que apresentou o cenário político para a eleição de 2022 e os nomes cogitados para eventual candidatura à Presidência. "Kd (cadê) o Daciolo", escreveu ele no Twitter.

Ao Estadão, Daciolo disse que vem andando pelo País e conversando com as pessoas. Segundo ele, vai iniciar um ciclo de palestras em universidades. Quer se apresentar como "um homem que acredita no Deus vivo", que "vai cuidar de seus semelhantes" e vai promover a "trajetória de libertação brasileira", investindo em "educação e tecnologia". Sua plataforma, disse, será oferecer uma "trajetória de libertação da nação brasileira".

Seu discurso mantém o forte tom nacionalista e de defesa das estatais que exibiu em 2018. "Precisamos parar de entregar nossas riquezas. Precisamos parar de vender commodities ao exterior e alimentar nosso povo. Nossos inimigos são Estados Unidos e China", disse. Ao falar sobre política, Daciolo critica tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. "Os dois servem aos mesmos senhores. Nenhum deles pediu auditoria da dívida pública."

Ex-bombeiro militar no Rio de Janeiro e ex-deputado federal, Cabo Daciolo entrou na corrida presidencial em 2018 pelo Patriota e recebeu 1.348.229 votos, o que representa 1,26% do total. Em sexto lugar, ele ficou à frente de Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB). Daciolo também já foi filiado ao PSOL, Avante e Patriota.

Para a campanha, Daciolo afirmou que vem conversando, (e nem pretende fazê-lo) com outros partidos para uma eventual formação de chapa. "Vou solo, mermão". Sendo assim, ele terá tempo irrisório no horário eleitoral, e vai dispor de poucos recursos financeiros. Em 2020, quando ainda era PMB, o Brasil 35 recebeu apenas R$ 1,2 milhão do fundo eleitoral. Ele, no entanto, se fia no desempenho eleitoral de 2018, quando teve 1.348.323 votos no primeiro turno. "Fiquei na frente do Henrique Meirelles, da Marina Silva e do Guilherme Boulos", disse.

Em setembro, o ex-deputado federal foi intimado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestar esclarecimentos no inquérito administrativo que investiga a disseminação em massa de informações falsas sobre fraudes nas urnas eletrônicas. O pré-candidato é acusado de insultar a população contra o sistema de voto brasileiro durante as eleições de 2018.

*com informações de O Globo

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