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TCU ordena que procuradores da Lava Jato devolvam diárias milionárias; Dallagnol pode ficar inelegível

Outro a ser citado será o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que comandava o Ministério Público Federal na época da Lava Jato

Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Publicado em 10/11/2021 às 13:51
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PEDRO DE OLIVEIRA/ALEP
Deltan Dallagnol, que coordenava a força-tarefa de Curitiba, será citado para devolver solidariamente recursos aos cofres públicos por ter supostamente idealizado o modelo de trabalho do grupo de procuradores da operação - FOTO: PEDRO DE OLIVEIRA/ALEP
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O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira, 10, que procuradores que trabalharam na Operação Lava Jato devolvam os recursos de diárias e viagens que receberam quando trabalhavam na ação que investigou desvios na Petrobras. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O relator da tomada de contas especial, o ministro Bruno Dantas, defendeu prejuízo ao erário público e violação ao princípio da impessoalidade. Ele ressaltou a adoção de um modelo “benéfico e rentável” aos integrantes da força-tarefa. Cinco procuradores devem ser citados para que devolvam o dinheiro.

Antonio Carlos Welter - R$ 506 mil em diárias e R$ 186 mil em passagens

Carlos Fernando dos Santos Lima - R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens

Diogo Castor de Mattos - R$ 387 mil em diárias

Januário Paludo - R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens

Orlando Martello Junior - R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens.

Outro a ser citado será o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que comandava o Ministério Público Federal na época da Lava Jato. Já Deltan Dallagnol, que coordenava a força-tarefa de Curitiba, será citado para devolver solidariamente recursos aos cofres públicos por ter supostamente idealizado o modelo de trabalho do grupo de procuradores da operação.

Se condenados de forma definitiva, os procuradores e ex-procuradores ficarão inelegíveis. A decisão atrapalhar os planos de Dallagnol e de Janot, que já estariam conversando com o partido Podemos para participar das próximas eleições. A matéria é do jornal O Povo para a Rede Nordeste.

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