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Na Europa, Lula diz que decidirá sobre candidatura nas Eleições 2022 'entre fevereiro ou março'

O ex-presidente Lula está viajando pela Europa desde 11 de novembro

Estadão Conteúdo Giovanna Torreão
Estadão Conteúdo
Giovanna Torreão
Publicado em 20/11/2021 às 13:48
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CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
Lula é saudado por brasileiros ao deixar um hotel após um encontro com o candidato presidencial do movimento esquerdista francês La France Insoumise (LFI) em Paris em 17 de novembro de 2021 - FOTO: CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP
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Neste sábado (20), o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva comentou sobre sua possível candidatura à presidência do Brasil durante uma palestra ao partido de esquerda Podemos, da Espanha. Esta é a última parada de sua visita à Europa, onde está desde 11 de novembro.

Agradecendo a ajuda que tem recebido da esquerda europeia, Lula disse: "Foi uma coisa tão nobre que me fez voltar a querer ser candidato a presidente outra vez. Porque eu vou decidir mais ou menos entre fevereiro ou março, porque tem muita conversa para fazer ainda. Mas, veja, eu estou convencido, eu estou convencido que é possível recuperar o Brasil."

BORJA PUIG DE LA BELLACASA / LA MONCLOA / AFP
Primeiro-ministro da Espanha Pedro Sanchez fala com o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva durante sua reunião no Palácio de La Moncloa em Madrid - BORJA PUIG DE LA BELLACASA / LA MONCLOA / AFP

"O mundo gosta do Brasil"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (20) que sua viagem à Europa tem por finalidade resgatar a autoestima do brasileiro quanto à imagem do País perante a comunidade internacional. Lula participou neste sábado do ato Construir o Futuro, em Madri.
"Essa viagem que fiz pela Europa foi uma tentativa de provar ao povo brasileiro que o mundo gosta do Brasil. Não tenho palavras pra agradecer todos que me receberam tão bem", disse o ex-presidente por meio de sua conta em uma rede social.
Durante a viagem, Lula discursou no Parlamento Europeu, em Bruxelas, e se encontrou com lideranças políticas como os presidentes Emmanuel Macron (França), Pedro Sánchez (Espanha), e o futuro chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. O ex-presidente reforçou o apoio com que sempre contou no exterior.
"Quando estava preso, tivemos uma forte pressão no exterior. Tentaram resolver me oferecendo uma prisão domiciliar, e eu disse que não era pombo correio pra usar tornozeleira", contou, também por meio de sua conta na rede social, enquanto falava para um auditório lotado. "O que me faz querer voltar é estar convencido de que a gente pode recuperar o Brasil. E eu sei que não posso fazer menos do que eu já fiz."
O ex-presidente disse também que é preciso rever o discurso da esquerda, que deu margem ao avanço da extrema-direita em diversas partes do mundo. "Tem uma luta pra gente fazer. A extrema direita está nos desafiando. Precisamos analisar o discurso deles. Como pode ter surgido o (ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump), o Bolsonaro, dois candidatos de extrema direita na França? Temos que refletir sobre isso e entender onde erramos no nosso discurso também."
Atacando diretamente um tema precioso para a comunidade internacional, Lula disse que é necessário colocar a questão ambiental em pauta. "A questão ambiental não pode ser apenas um tema acadêmico, nem uma preocupação só da esquerda. Tem que ser uma preocupação do povo do planeta terra. Nós só temos ele, apesar de ter gente pagando milhões e embarcando pro espaço Temos que colocar essa discussão na ordem do dia."

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