Guru de bolsonaro

Após ser intimado pela PF, Olavo não passa pela imigração para sair do Brasil e voa do Paraguai para os EUA

Olavo de Carvalho viajou de carro até o Paraguai e comprou passagens para voltar aos EUA, onde mora, em dinheiro. Ele veio para o Brasil para passar por um tratamento médico

Do jornal Correio para a Rede Nordeste
Do jornal Correio para a Rede Nordeste
Publicado em 25/11/2021 às 14:31
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Olavo de Carvalho deixou hospital onde estava sem avisar; "o pessoal chama de saída à francesa", disse - FOTO: Divulgação
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O escritor Olavo de Carvalho não passou pela imigração ao sair do Brasil depois de ser intimado pela Polícia Federal. O guru do bolsonarismo deixou o país às pressas depois de saber que a PF queria ouvi-lo. A matéria é do jornal Correio para a Rede Nordeste.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, ele alegou problemas de saúde para não comparecer à oitiva. Depois, viajou de carro até o Paraguai e comprou passagens para voltar aos EUA, onde mora, em dinheiro. Ele veio para o Brasil para passar por um tratamento médico.

Já nos EUA, Olavo gravou um vídeo em que negou que saiu para fugir do depoimento e afirmou que recebeu a oferta das passagens de última hora. "Eu estava no hospital e me ofereceram um voo repentino para dali a 15 minutos. Eu não ia perder essa oportunidade", garantiu.

As informações estão no inquérito da PF que investiga milícias digitais. Olavo foi intimado no âmbito dessa investigação no último dia 9. 

No dia 10, a mulher dele comprou duas passagens de Assunção, no Paraguai, para Miami, nos EUA, saindo no dia seguinte. A compra foi paga em dinheiro em um agência de viagens.

Ainda no dia 10, ele deixou a clínica onde estava internado sem aviso - o registrou apontou "evasão de paciente". Já fora de lá, ele remarcou as passagens para 13 de novembro, data em que voou com a mulher para os EUA. 

Na viagem até o Paraguai, ele não passou pela imigração, cruzando a fronteira de carro.

No vídeo gravado já dos EUA, Olavo diz que não se despediu dos médicos e enfermeiros do hospital porque "a coisa foi tão rápida" que não deu tempo. "O pessoal chama de saída à francesa", disse.

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