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Bolsonaro, sobre reajustes: Preferem não ter para ninguém do que ter para poucos

O Congresso aprovou uma verba de R$ 2 bilhões no Orçamento para a reestruturação de carreiras federais após Bolsonaro pressionar pela concessão de reajuste a policiais federais. A decisão provocou um efeito cascata no funcionalismo após o reajuste seletivo

Estadão Conteúdo
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Publicado em 24/12/2021 às 14:41
CLAUBER CLEBER CAETANO/PR
O presidente da República, Jair Bolsonaro - FOTO: CLAUBER CLEBER CAETANO/PR
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o reajuste salarial para servidores em 2022 não está definido. Em entrevista a jornalistas no Palácio do Alvorada, o chefe do Executivo afirmou que há preferência por deixar o ano sem reajustes em vez de conceder apenas para uma categoria.
O Congresso aprovou uma verba de R$ 2 bilhões no Orçamento para a reestruturação de carreiras federais após Bolsonaro pressionar pela concessão de reajuste a policiais federais. A decisão provocou um efeito cascata no funcionalismo após o reajuste seletivo.
Tecnicamente, a verba aprovada não é carimbada para policiais, mas foi negociada para os profissionais da segurança. "O que eu ouvi, preferem não ter para ninguém do que ter para alguns poucos. Vamos ver como fica, nada está definido nessa questão", disse Bolsonaro após assinar a adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal dos Estados no Palácio da Alvorada.
Ao falar sobre o plano de recuperação fiscal, o chefe do Executivo afirmou que todos os Estados poderão negociar suas dívidas, independentemente do partido dos governadores.
Auditores da Receita Federal decidiram paralisar nesta quinta-feira, 23, parte das suas atividades em todo o País e adotar a chamada "operação padrão" nos aeroportos e demais alfândegas do País, como forma de pressionar o governo a regulamentar o pagamento de um "bônus de eficiência" à categoria. Os auditores se queixam contra a prioridade dada pelo governo federal ao reajuste aos policiais. Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), até ontem, 635 servidores entregaram os cargos de chefia, após a aprovação do orçamento pelo Congresso.

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