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Vereadora do Recife quer instituir o Dia Marielle Franco

O Projeto de Lei visa engajar a população a um debate sobre o enfrentamento à violência política contra as Mulheres Negras, LGBTQIA+ e Periféricas

JC
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Publicado em 11/03/2022 às 16:45 | Atualizado em 14/03/2022 às 17:12
BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
A escolha da data de 14 de março para marcar o "Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras, LGBTQIA+ e Periféricas", tem como marco temporal a data do assassinato da vereadora Marielle Franco - FOTO: BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
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A vereadora do Recife, Dani Portela (PSOL) quer instituir no Calendário Oficial de Eventos do Município, o  “Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras, LGBTQIA+ e Periféricas”. O Projeto de Lei Nº 62/2021, que já recebeu parecer favorável pela aprovação das comissões de Legislação e Justiça; e Educação, Ciência e Tecnologia da Casa,  deverá ser votado no plenário da Câmara dos Vereadores, nesta segunda-feira (14).

Para Dani Portela, a instituição da data seria um marco para a legislação do Recife, e uma forma de engajar a população em um debate extremamente importante para a democracia brasileira. “A pesquisa 'A Violência Política contra Mulheres Negras' do Instituto Marielle Franco, evidenciou que quase 100% das candidatas ao pleito eleitoral de 2020 consultadas sofreram mais de um tipo de violência política e 60% dessas mulheres foram insultadas, ofendidas e humilhadas em decorrência da sua atividade política nestas eleições”, afirmou.

A escolha da data de 14 de março para marcar o “Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra Mulheres Negras, LGBTQIA+ e Periféricas”, tem como marco temporal a data do assassinato de Marielle Francisco da Silva, nascida em 27 de julho de 1979, que era vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL.

Neste ano, completam-se quatro anos da morte da homenageada e seu motorista, Anderson Gomes. “Reconhecer a memória de uma defensora de direitos humanos, parlamentar, e sua luta contra os desafios cotidianos causados pelo fenômeno da violência política é essencial para o fortalecimento de uma agenda propositiva de defesa dos direitos humanos de forma geral e, principalmente, do direito ao exercício político”, completou Dani.

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