Investigações

Empresário diz à PF que pagou reforma de escritório de Renan Bolsonaro

A PF ouviu o empresário no âmbito do inquérito que apura suspeita de tráfico de influência

Cássio Oliveira
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Cássio Oliveira
Publicado em 13/05/2022 às 13:31
EVARISTO SA / AFP
Confira o que disse a defesa de Jair Renan Bolsonaro - FOTO: EVARISTO SA / AFP
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Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Luís Felipe Belmonte confirmou o pagamento de R$ 9,5 mil para reformar o escritório usado por Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Felipe Belmonte, de acordo com reportagem do jornal O Globo, afirmou que a ajuda financeira foi dada a pedido do próprio Jair Renan e de seu então sócio, o personal trainer Allan Lucena.

O empresário atuou na mobilização para criar o partido 'Aliança', pelo qual Bolsonaro tentaria a reeleição. No entanto, o projeto não conseguiu assinaturas suficientes para o registro da legenda.

A PF ouviu Belmonte no âmbito do inquérito que apura suspeita de tráfico de influência de Jair Renan Bolsonaro no governo federal. Os investigadores questionaram se o empresário solicitou algum tipo de intermediação ao filho do presidente junto ao governo para atender seus interesses comerciais.

Belmonte nega. “Não tem nenhum relacionamento com o poder público”, declarou.

Filho do presidente

Durante o depoimento, o empresário afirmou ainda que “o fato de ser filho do presidente da República é irrelevante” e que patrocina atletas e atividades na área esportiva desde 2016.

A arquiteta Tânia Fernandes, responsável pela obra, confirmou ao O Globo o pagamento do recurso pelo empresário. O escritório fica localizado em um camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Já o advogado de Renan, Frederick Wassef, negou qualquer irregularidade. “Não solicitou dinheiro a ninguém, não recebeu um único real de quem quer que seja, não recebeu carro de presente, não atuou para nenhuma empresa, não solicitou que ninguém pagasse nada a ninguém e seu nome foi usado indevidamente.”

Inquérito

No ano passado, a PF abriu inquérito para investigar a atuação de Renan Bolsonaro em supostas intermediações de negócios de empresários com o governo federal em troca de vantagens pessoais.

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