Justiça

Filha de Zé do Caixão denuncia Prevent Senior por irregularidades no tratamento do pai

José Mojica faleceu em fevereiro devido a uma broncopneumonia

Ana Anjos
Ana Anjos
Publicado em 22/11/2021 às 17:07 | Atualizado em 31/12/1969 às 21:00
Foto: Reprodução/Facebook/Liz Marins
Cineasta teve infecção em cateter que colocou para receber hemodiálise. 'Ele não tirava barba e bigode havia 52 anos', diz a filha - FOTO: Foto: Reprodução/Facebook/Liz Marins
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Liz Marins, filha de José Mojica, o Zé do Caixão, denunciou dois médicos da Prevent Senior por conta de suspeitas de irregularidades no atendimento hospitalar do seu pai. O cineasta faleceu aos 83 anos, vítima de broncopneumonia e estava sendo cuidado no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo.

Em uma entrevista à GloboNews, a filha de Zé do Caixão explicou: "A minha denúncia é contra dois médicos, um que tirou ele da semi-uti quando ele estava estabilizado, grave, mas estabilizado, e mandou pro quarto e um médico que vendo o meu pai com a saturação despencando no quarto, não deu o atendimento imediato e ficou tentando nos convencer a deixá-lo morrer”.

Por conta da idade, os cuidados eram paliativos e a equipe médica sempre reforçava a gravidade do estado de saúde de José Mojica, porém a família pediu que, mesmo assim, o ajudassem em todas as situações. Algum tempo depois, o médico Daniel Dorta Santiago de Carvalho Duarte retirou o paciente da semi-uti e o colocou no quarto, alegando que a saúde estava estável.

“O médico falou, ‘fique tranquila que ele está estável’. Estável como? em níveis que só poderiam ficar em semi-uti ou uti? Eu pedi muito, entenda-se muito muito insistentemente para esse médico do 5º andar não passar o meu pai para o apartamento porque ele não estava em estado de saúde para apartamento, ele tinha que ser monitorado, tinha que estar com oxigênio adequado, e ele só tinha isso na semi-uti", explicou.

Às 20h30, Zé do Caixão foi liberado para o quarto e a saturação estava em 93%. A partir da sua saída, uma hora e meia depois, caiu para 87%, depois 77%, de acordo com o relatório da enfermagem. "Eu não desejo que aconteça o que aconteceu com meu pai com ninguém, com mais ninguém. Eu realmente espero que isso dê voz a mais pessoas”, finalizou.

O G1 ainda procurou o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que afirmou que a apuração de denúncias acontece quando é formalmente acionado, mas não é o caso dos profissionais. Vale ressaltar que a Prevent Senior está sendo alvo de investigação no Congresso e em outras instâncias.

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