TECNOLOGIA

Meta, antiga Facebook, adia adesão de criptografia de ponta no Instagram e Menssenger

Anteriormente, a promessa seria implantar o sistema até o fim de 2022

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 22/11/2021 às 15:51
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O adiamento da ação foi anunciado pelo chefe de segurança global da empresa, Antigone Davis, ao portal britânico The Telegraph e deve beneficiar o Instagram e Facebook Messenger. - FOTO: NE10
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A empresa Meta, antiga Facebook, anunciou que pretende incluir a tecnologia de criptografia de ponta em suas redes sociais até 2023. Anteriormente, a promessa seria implantar o sistema até o fim de 2022. O adiamento da ação foi anunciado pelo chefe de segurança global da empresa, Antigone Davis, ao portal britânico The Telegraph e deve beneficiar o Instagram e Facebook Messenger.

>> Meta, a aposta do Facebook para se salvar

Em nova fase de aposta no futuro tecnológico, com a mudança da identidade visual e foco em investimento no “metaverso”, a criptografia de ponta é uma tentativa da empresa de promover mais segurança aos usuários. O recurso já é utilizado pelo WhatsApp, rede social que também integra o grupo Meta.

“Continuaremos a nos envolver com especialistas externos e a desenvolver soluções eficazes para combater o abuso porque nosso trabalho nesta área nunca termina. Estamos tomando nosso tempo para fazer isso direito e não planejamos terminar a implementação global da criptografia de ponta a ponta por padrão em todos os nossos serviços de mensagens até em algum momento de 2023”, declarou Antigone Davis ao The Telegraph.

O Messenger já possui uma opção para criptografar as conversas que precisa ser ativada manualmente pelo usuário. Quando ativado, o recurso permite que o internauta inicie uma conversa secreta onde as mensagens e ligações são protegidas pelo sistema.

O que é a criptografia de ponta?

A criptografia de ponta-a-ponta ou, em inglês, end-to-end encryption, é um recurso de segurança que protege os dados dos usuários durante a troca de mensagens. O recurso permite que o conteúdo da conversa só possa ser acessado pelos dois extremos da comunicação: o remetente e o destinatário.

A tecnologia é utilizada hoje pelos famosos aplicativos de mensagem como o Telegram e o WhatsApp. A ferramenta garante que as informações não sejam interceptadas, nem mesmo pelas empresas dos apps.

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