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Peça baseada em "O amor nos tempos do cólera" no Recife

"Gardênia", do El Otro Núcleo de Teatro (SP), é apresentada ao público nesta quarta (16) e quinta (17), no Teatro Hermilo Borba Filho, dentro do 19º Janeiro de Grandes Espetáculos

Renato Contente
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Renato Contente
Publicado em 16/01/2013 às 6:06
Sérgio Zacch/Divulgação
"Gardênia", do El Otro Núcleo de Teatro (SP), é apresentada ao público nesta quarta (16) e quinta (17), no Teatro Hermilo Borba Filho, dentro do 19º Janeiro de Grandes Espetáculos - FOTO: Sérgio Zacch/Divulgação
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É pela trança de Fermina, menina de família conservadora, que Florentino descobre do que é capaz seu coração. O amor dos dois cresce pelos correios até o pai da moça descobrir a troca de cartas e forçar o casamento com um outro rapaz, cujo sobrenome vem como um pedigree. Além do sentimento tão grande que o abraça, Florentino se dá conta, à medida que envelhece (uma, três, cinco décadas), que seu coração, criatura obstinada, só se inteira se estiver ao lado do de Fermina. É com esse enredo que Gardênia, do El Otro Núcleo de Teatro (SP), é apresentada ao público nesta quarta (16) e quinta (17), no Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife), dentro do 19º Janeiro de Grandes Espetáculos.



O grupo paulista se vale do romance O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez, para levar aos palcos a história do casal que, apartado na juventude, se reencontra depois de 51 anos, nove meses e quatro dias. Com adaptação de Ana Roxo, a peça conta com a atriz pernambucana Cybele Jácome, radicada em São Paulo, e o paulista Luís Marmora. Em cena, além dos dois atores, dez retroprojetores e uma vitrola promovem o mergulho do público no universo afetuoso do escritor colombiano, que se baseou na história dos próprios pais para conceber a obra, publicada em 1985.

Um dos destaques da montagem paulista, contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, é a proximidade dos atores com o público. A apresentação é assistida das arquibancadas que cercam o corredor onde a ação acontece, fazendo com que o público interaja contando suas próprias histórias. Tanto hoje nesta quarta (16) quanto na quinta (17) haverá sessões às 17h e às 21h, sendo as das 17h com ingressos gratuitos (distribuídos no local uma hora antes), um estímulo para atrair o público idoso. Para as 21h, os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia).

EROS
No Teatro Arraial (Rua da Aurora, 457, Boa Vista), o público conta com Eros impuro, da Criaturas Alaranjadas Cia. de Teatro, de Brasília (DF). O espetáculo, em cartaz desta quarta (16) a sábado (19), às 19h, retrata situações de abuso sexual na infância. Os ingressos, gratuitos, serão distribuídos uma hora antes. Na trama, um pintor molestado quando criança tenta se livrar do trauma retratando em polêmicas obras modelos que se prostituem. Também contemplada pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, a peça traz texto e direção assinados por Sérgio Maggio.

No Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/nº, Pina), será exibido nesta quarta (16) o espetáculo Re-sintos, da Muovere Cia. de Dança, de Porto Alegre (RS), às 20h30. Com direção e coreografia de Jussara Miranda, a obra teve como inspiração encontros cotidianos. Ingressos: R$ 20 e R$ 10.

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