Comédia

Crô transborda pinta na sequência 'Crô em Família'

Filme que estreia nesta quinta-feira (6) traz personagem num 'drama familiar'

Robson Gomes
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Robson Gomes
Publicado em 06/09/2018 às 8:45
Foto: Imagem Filmes/Divulgação
Filme que estreia nesta quinta-feira (6) traz personagem num 'drama familiar' - FOTO: Foto: Imagem Filmes/Divulgação
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Quase cinco anos após o lançamento de Crô – O Filme, o personagem que nasceu na novela Fina Estampa (2011), da TV Globo, volta a dar expediente na telona com Crô em Família, que chega nesta quinta-feira (6) aos cinemas mais purpurinado do que nunca em 600 salas do País.

Na sinopse do novo longa escrito pelo pernambucano Aguinaldo Silva e adaptado por Leandro Soares (roteirista da série Vai Que Cola, do Multishow), Crô (Marcelo Serrado) é um empresário bem-sucedido e famoso, dono de sua própria escola de etiqueta e finesse, mas se sente sozinho. Carente e vulnerável, o ex-mordomo se envolve com uma família suspeita e precisará lidar também com as críticas ácidas da colunista de celebridades Carlota Valdez (Monique Alfradique).

Com uma história completamente nova, sem nenhuma ligação com o primeiro longa, a trama colorida “transborda pinta” em seus 87 minutos de duração. Logo no primeiro “close” do Crô, ele faz uma saudação à Mother Monster Lady Gaga, que está em um quadro de seu quarto: “Que seja mais um dia de lacre e glamour”, diz a personagem.

Além de Serrado defender o protagonista com propriedade, também é notável o trabalho de Rosi Campos como a governanta Almerinda. O filme também apresenta o ator Jefferson Schroeder como Geni, a melhor amiga de Crô. Sucesso nas redes sociais, o rapaz de 31 anos chama atenção pela imitação das vozes de dublagem, algo que também foi inserido no filme.

No “drama familiar”, Arlete Salles (Marinalva) e Tonico Pereira (Orlando) se sobressaem como os “pais” de Crô, e Mel Maia (Liz) acaba sendo o respiro de sensatez no meio daquele povo que tenta se aproveitar da boa vida que Crodoaldo Valério leva.

Na falta do Zoiudo, personagem eternizado por Alexandre Nero, vemos Crô na sofrência por Zarolho (Raphael Vianna), com direito a uma atípica briga judicial pela “filha”: a cadela Louise. E ainda nas participações, a pernambucana Fabiana Karla surge como a “Rainha da Cocada”, querendo ser tão fina quanto o ex-mordomo, mas na verdade, esconde um segredo.

Bordões do personagem como o gritinho agudo e “congela” seguem lá, além da quebra da quarta parede, onde a estrela do filme troca figurinhas com o espectador. Para os noveleiros de plantão, há várias referências no roteiro: de Senhora do Destino a Mulheres de Areia.

REUNIÃO

Como uma grande homenagem aos gays da teledramaturgia, Crô tenta buscar conselhos tomando o “chá das bichas” com Dorothy (Luís Miranda), de Geração Brasil, Ferdinando (Marcus Majella), do Vai Que Cola, e até o novo Seu Peru (Marcos Caruso), da Escolinha do Professor Raimundo. Outros ícones da comunidade LGBT também “dão pinta” no filme dirigido por Cininha de Paula.

Numa sequência que não empolga tanto como o primeiro, Crô em Família não chega a ser tão “close errado”, pois é uma opção para quem quer um pouco mais de glitter na vida por alguns minutos.

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