Personagem de Alinne Moraes ainda vai aprontar muito em 'Rock Story'

Em entrevista, atriz falou sobre as aventuras de Diana, a ligação com o mundo da música e a paixão platônica que despertou em Rafael Vitti

Rede Globo/Divulgação
Em entrevista, atriz falou sobre as aventuras de Diana, a ligação com o mundo da música e a paixão platônica que despertou em Rafael Vitti - FOTO: Rede Globo/Divulgação

Alinne Moraes sempre é premiada com personagens fortes. E, como não poderia deixar de ser, Diana, de Rock Story, vem roubando a cena. Com jeitão de vilã, mas bastante humanizada, a executiva tem tudo para confundir a cabeça dos telespectadores da nova novela das 19h da Globo.

Na trama, mesmo estando ensaiando um romance com o cantor Léo Régis (Rafael Vitti), grande rival de seu ex-marido, Gui Santiago (Vladimir Brichta), Diana faz questão de que o antigo companheiro continue louco por ela e vai ficar incomodada com a presença de Julia (Nathalia Dill).

Na entrevista a seguir, a atriz de 33 anos fala sobre o trabalho no folhetim, comenta sua ligação com o mundo da música - revela, por exemplo, que a cantora Maria Gadú já gravou uma música que ela escreveu - e filosofa a respeito da paixão platônica que Rafael Vitti teve por ela na infância, entre outros assuntos.

ENTREVISTA

A Diana é a grande vilã de 'Rock Story'?

ALINNE MORAES - O que está escrito não me aponta se a Diana é uma vilã. Como atriz, a gente se coloca sempre no lugar da personagem. Nos primeiros 30 capítulos, posso dizer que ela me emociona bastante por ser muito humana. No começo ela está em plena separação, triste. Então, vem uma virada dela que é muito solar. Todos vão conseguir entender quem é a Diana. Mas vou descobrir com o tempo o que ela é capaz de fazer por amor.

A Diana se envolve com o Léo Régis. Como esta história vai se desenrolar?

ALINNE - Ela se diverte. É muito leve a relação com ele. Por mais que ele deixe claro que é apaixonado, a personagem não sabe se leva a sério porque ainda está muito envolvida com o Gui Santiago. A Diana tenta terminar o casamento várias vezes, porque o ex-marido passou 15 anos traindo-a, arrumando confusões, batendo nas pessoas. Isso vai ficar claro na novela. Ela tenta terminar e ele não permite que isso aconteça. Aí ela realmente se envolve com o Léo Régis e volta a viver. Deixa de ser essa mulher máquina de trabalho.

O Rafael Vitti falou que teve uma paixão platônica por você. Chegaram a conversar sobre isso?

ALINNE - Sim, conversamos. Mas isso é muito comum. Quando fiz 'Coração de Estudante' (2002), o Fábio Assunção era o nosso Brad Pitt. Então, eu tinha 17 anos e não conseguia contracenar com ele porque minhas pernas tremiam. Acho que essa fábrica de glamour causa um certo distanciamento das pessoas. As pessoas acreditam que a gente é diferente, um robô, que não tem uma vida normal. Eu acho que isso é o mercado que produz. É bem comum. Principalmente na idade dele.

Você já se envolveu com alguém mais novo como a sua personagem?

ALINNE - Nunca namorei ninguém mais novo. Já tive minhas preferências, mas elas vêm mudando conforme a idade, o amadurecimento. Mas acho que não tem um estereótipo. Você tem que olhar e se encantar pela pessoa e querer estar junto.

A Diana é diretora de uma gravadora. Qual a sua relação com a música?

ALINNE - Meu marido, Mauro Lima, é quem tem muita ligação com a música. Ele é músico, toca todos os instrumentos, é quem assina todas as músicas dos filmes dele. Então, estou sempre ouvindo música em casa. Tenho muitos amigos que cantam. Eu escrevo um pouco e a Maria Gadú pegou uma besteira que escrevi e transformou em música. A canção se chama 'Luzia'. Já faz um bom tempo. Já fiz backing vocal do Caetano (Veloso) e ninguém sabe. São coisas que faço só brincando. Não sei cantar. Com o Wagner Moura, cantei no filme 'O Homem do Futuro', mas porque era muito necessário. Confesso que prefiro atuar, até porque não tenho muita voz. 

No ano passado você teve uma crise renal quando estava gravando 'Além do Tempo'. Como está cuidando da saúde?

ALINNE - Já é a segunda vez que tenho uma crise renal e os meus médicos disseram que não é nada. Na verdade, a primeira vez que fui internada foi com nove anos. É insuficiência mesmo. É um rim um pouco menor. Faço exame de seis em seis meses, porque tenho cálculos e pedrinhas que não têm nem como tirar com laser, então é muito emocional. Se me emociono, ainda mais no nosso trabalho que, às vezes, faço uma personagem grande e trabalho 16 horas por dia. Aí você chega em casa e tem que decorar texto para o dia seguinte, então você faz uma jornada que só tem quatro horas pra dormir em determinados picos da novela...

Depois de Rock Story você pensa em ficar afastada por um tempo das novelas?

ALINNE - Depende de como as coisas vão acontecer. Não sei se vou me desgastar muito nessa novela. Se vai ser uma personagem que vai me marcar e aí vão ter que me limpar um pouquinho, me deixar guardada para voltar a trabalhar. Mas, como retornei às novelas em 'Além do Tempo', tem um ano e meio que voltei depois de quase cinco anos. Quando terminei a Luciana, de 'Viver a Vida' (2009), fiquei um tempo sem fazer novela e isso foi uma coisa pensada. Quando eu ia voltar, engravidei e fiquei bastante tempo longe. Acho que isso é o ideal, porque você pode partir de uma tela branca e começar um novo trabalho sem muitos vícios. 

Você se sente realizada com as suas conquistas profissionais e também na vida pessoal?

ALINNE - Sim, eu me sinto muito realizada. Se eu morresse hoje, já fiz tudo o que poderia no meu máximo. Estou radiante, por isso acho que tudo que vier daqui pra frente na minha vida é lucro. É só pra acrescentar. Sou muito feliz com o que tenho.

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