PUNK ROCK

Cólera se apresenta no Recife com nova formação

Show no Estelita conta com clássicos da carreira e novidades da banda

Alef Pontes
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Alef Pontes
Publicado em 07/03/2015 às 5:16
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Show no Estelita conta com clássicos da carreira e novidades da banda - FOTO: Divulgação
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Conhecida como uma das mais antigas e importantes bandas do punk rock nacional em atividade, com quase 36 anos de atividade, a Cólera chega ao Recife neste sábado (07), com nova formação para show no Estelita. Com Wendel Barros nos vocais, assumindo o posto deixado por Redson Pozzi, um dos fundadores do grupo, falecido em 2011, o grupos promete uma apresentação recheada de clássicos e uma palhinha do que está por vir. 

Segundo o baixista do grupo, Val Pinheiro, que acompanha o Cólera desde 1981, é uma satisfação muito grande retornar ao Recife nesta nova fase da banda. “O Nordeste sempre foi muito bacana para nós. Sempre tivemos boas recordações. O público é bem quente, o pessoal vai pra cima mesmo e é bastante participativo. De uma forma geral, seja tocando em no Sul, no Nordeste, Norte, ou na Europa, o Cólera sempre teve um público que participa junto com a gente”, conta.

Sobre o repertório da noite, ele adianta que o público pode esperar canções de álbuns que marcaram a trajetória da banda, como Tente mudar o amanhã (1984), Pela paz em todo mundo (1986) e Deixe a terra em paz! (2004), e algumas novidades. 

“Não é como se estivéssemos revendo a nossa história, é simplesmente a continuação do nosso trabalho. O setlist continua sendo mesclado entre todos os álbuns, vamos apresentar as musicas clássicas e também o lado bem B, algumas canções que não costumam estar em nosso repertório. Além disso, nós vamos tocar duas músicas novas, que estão presentes em novo trabalho”, afirma, citando músicas como Humaninade, Pela paz, Medo e Dia e noite, noite e dia

Esta é a primeira vez que o grupo de apresenta na cidade após a entrada de Wendel Barros na formação, e o novo vocalista se diz entusiasmado para o show. Segundo ele, que já era amigo pessoal de Redson e chegou a ter aulas de canto com o antigo frontman da banda, assumir o vocal do grupo foi um processo natural. “Pra mim é uma honra muito grande poder dar continuidade ao trabalho. É um privilégio enorme e eu me sinto muito feliz em fazer algo importante no contexto da música e da vida mesmo”, afirma.

“Eu tive a oportunidade de frequentar a casa do Redson para poder estagiar como roadie da banda.  Na época o Redson produzia uma banda, a Sociedade Sem Hino, e eu entrei nessa banda como vocalista,  acabei virando roadie da Cólera e rodei três anos com eles. Quando Val e Pierre (Pozzi, baterista da Cólera) decidiram continua a banda, então eles me chamaram, porque eu já estava bem próximo”, conta Wendel.

Sobre o novo trabalho, que deve se chamar Acorde, acorde, acorde!!!, ele dá os toques: “A gente já começou a pré-produção, e agora no final de março entramos em estúdio. O prazo de lançamento é setembro.  Mas ainda tem bastante trabalho pela frente. O Redson deixou bastante coisa, outras nós estamos compondo. Esse disco promete”.

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