Literatura

O futuro do legado de Hilda Hilst

Instituto e reedições mantêm viva memória da escritora

Do JC Online
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Publicado em 19/07/2011 às 6:00
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Para Hilda Hilst (1930-2004), seria impossível escrever algo de relevante em meio a uma vida social agitada. Uma vida social exatamente como a que levava na São Paulo dos anos 1950. Linda e de família abastada, a autora conhecia o bas-fond da alta sociedade e provava sem moderação de um coquetel de amantes, viagens e festas. Mas um dia cansou. Resolveu tomar para si um exílio voluntário numa propriedade da mãe, na então zona rural de Campinas, onde ergueu um universo literário singular e incômodo. Nessa propriedade, batizada de Casa do Sol, escreveu, desde meados da década de 1960, poesia, teatro, crônicas e ergueu uma lenda pessoal tão forte quanto seus escritos: foi a mulher excêntrica, cercada de 66 cachorros (para lançarmos mão da exatidão um número cheio de ameaças), pornográfica (graças ao conteúdo de obras comoO caderno rosa de Lory Lambi e que preferia permanecer isolada do mundo.

 A Casa do Sol é indissociável da figura de Hilda. Transformada em Instituto Hilda Hilst – Centro de Estudos Casa do Sol, após a morte da escritora, é hoje comandada por Daniel Fuentes, herdeiro da propriedade. Segundo o herdeiro, a propriedade que abriga o Instituto será tombada até o final do ano, o que resolverá suas dívidas com o IPTU, e um projeto de biografia de Hilda está em andamento na Editora Globo. "Só não posso adiantar o biógrafo", revelou para a reportagem.  

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