A Apple revelou, nesta quarta-feira (12), três novas versões de seus iPhones: iPhone XS, iPhone XS Max, iPhone XR, além de um novo Apple Watch, o relógio inteligente da maçã, que permite que os usuários façam eletrocardiogramas. Quanto aos smartphones, os valores começam em US$ 749 (cerca de R$ 3.070,90) e chegam a US$ 1.099 (R$ 4.505,90). As vendas iniciarão em outubro.
A gigante tecnológica americana revelou seus iPhone XS e iPhone XS Max, atualizando seus celulares mais caros, lançados há apenas um ano. Os novos aparatos devem ajudar a Apple a manter sua participação no mercado de luxo. Todos virão com o iOS 12, que serão liberados para os demais aparelhos da maçã a partir da próxima semana.
iPhone XR
Quem quiser optar pela versão "mais barata", a empresa indica o iPhone XR, que custará a partir de US$ 749 nos Estados Unidos, a partir do dia 26 de outubro. A tela deste conta com painel de LCD de 6,1 polegadas. Assim como nos outros da linha para 2018, não possui botão o botão de início - "home".
O número de câmeras no iPhone XR também diminui: terá apenas uma na parte traseira. Por outro lado, o ganho vem na bateria, que tem autonomia maior que a do iPhone 8 Plus. Dessa forma, o aparelho pode ficar longe da tomada por uma hora e meia a mais, segundo a Apple.
iPhone XS e iPhone XS Max
Os outros dois dispositivos foram apresentados em tamanhos diferentes: o XS, que tem 5,8 polegadas (14,7 cm) e custará US$ 999; e um modelo "Max", com uma tela de 6,5 polegadas (16,5 cm) e saindo por módicos US$ 1.099. Ambos serão vendidos a partir do dia 21 de outubro, informou a empresa.
O aparelho conta com três opções de cor: dourado, prata e cinza espacial. No armazenamento, até 512 GB de memória.
O iPhone XS também conta como novidades. Ele terá câmera dupla e fotos em 12 megapixels. Assim com o iPhone XR, a tela será de LCD.
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Em seu grande evento anual a empresa lança as últimas novidades do mercado antes da crucial temporada de festas de fim de ano. Embora o iPhone tenha tornado a Apple a empresa com maior valor de mercado do mundo - avaliada em mais de US$ 1 trilhão -, ele caiu para o terceiro lugar entre fabricantes de smartphones, perdendo a segunda colocação para a chinesa Huawei.
O analista Patrick Moorhead do Moor Insights & Strategy disse que a Apple apresentou o bastante "para manter seu crescimento em smartphones até a resposta da concorrência".
Apple Watch redesenhado
A Apple também apresentou a quarta geração do Apple Watch em uma versão redesenhada, com as laterias mais amplas, e com uma série de ferramentas para ampliar sua performance como aparelho médico e de saúde.
O relógio, vendido nos Estados Unidos a partir de US$ 399, chegará às lojas americanas em 21 de setembro. O diretor de serviços operacionais, Jeff Williams, destacou uma inovação de peso: a capacidade de fazer um eletrocardiograma (ECG).
"Esse é o primeiro produto de ECG direto das lojas para os consumidores", afirmou. O aparelho também detecta quando a pessoa cai - o que pode ser importante para idosos ou deficientes.
"Identificar uma queda pode soar como um problema direto, mas requer muita análise de dados", disse Williams. "Se uma pessoa cair e não se mexer, o relógio liga para os serviços de emergência", acrescentou.
Quanto a bateria, fica a promessa de uma autonomia de até 18 horas longe da tomada, segundo a Apple.
'Encruzilhada'
A empresa de pesquisa CB Insights disse que a Apple está em uma "encruzilhada", uma década após o lançamento do iPhone.
"Olhando para a próxima onda, a Apple está claramente se expandindo em direção à realidade aumentada e aos acessórios, como o Apple Watch e os fones de ouvido sem fio, AirPods", disse a empresa.
"Mas o próximo 'grande' - um motor de sucesso e crescimento na escala do iPhone - ainda não foi determinado. Será realidade aumentada, carros, acessórios? Ou algo totalmente diferente?", indagou.
O evento da Apple vem com o mercado global de smartphones amplamente saturado, sem um grande catalisador para as vendas, à frente de um provável lançamento de redes sem fio de 5G, ou de quinta geração, previsto para 2019.
Cook disse que a Apple está se aproximando do seu bilionésimo dispositivo com seu sistema operacional móvel conhecido como iOS.
"Estamos prestes a atingir um marco importante. Estamos prestes a lançar o nosso bilionésimo dispositivo iOS", disse ele. "Isso é surpreendente - o iOS mudou a forma como vivemos."