CONSUMIDOR

Empresa de formatura diz que não pode devolver dinheiro pago por festa não realizada

Representantes da Agência PRO7 e alunos de faculdade privada tentaram negociar, porém empresa já teria usado parte do valor para pagar fornecedores.

Da editoria de economia
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Publicado em 13/07/2015 às 18:03
Guga Matos / JC Imagem
Representantes da Agência PRO7 e alunos de faculdade privada tentaram negociar, porém empresa já teria usado parte do valor para pagar fornecedores. - FOTO: Guga Matos / JC Imagem
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Uma audiência foi realizada nesta segunda-feira (13) no Procon-PE entre os alunos de radiologia da Faculdade Maurício de Nassau e representantes da Agência PRO7, acusada de aplicar um golpe e não cumprir o contrato de realização da festa de formatura. Na ocasião, a dona da agência alegou que a festa foi cancelada devido a um impasse da comissão de formatura em escolher o local da festa e que não poderia devolver o dinheiro, pois já teria pago alguns fornecedores.

Já os alunos afirmam que o local onde seria a festa não estava reservado e que a agência propôs um novo contrato, no qual o evento só seria realizado em cinco meses. “Ela entrou em contato pedindo para assinarmos um novo contrato, mas não aceitamos. Só queremos nosso dinheiro de volta”, diz Sheila de Araújo, uma das alunas lesadas.

Após muita discussão, foi marcada para a próxima segunda (20) uma nova audiência para que todos os contratados compareçam e negociem com os alunos a realização da festa de formatura ou a devolução de parte do dinheiro. “Fizemos um adiamento para que os prestadores de serviço que já teriam sido contratados possam negociar diretamente com os alunos e para a agência entregar os produtos que já estão prontos e pagos, como camisas, canecas e fotos”, diz o gerente jurídico do Procon, Roberto Campos. 

Na nova audiência, será apresentada também uma proposta de devolução do restante do dinheiro que não foi investido nos serviços. De acordo com os alunos, o prejuízo foi de quase R$ 13 mil.

Também nesta segunda, alunos de outra turma procuraram o Procon alegando também ser vítimas da mesma empresa. De acordo com o órgão, eles já teriam se formado e estão aguardando a festa. Após ver a repercussão do primeiro caso, procuraram a casa de festa e constataram que não havia reserva para o dia 12 de setembro, data prometida pela PRO7. O prejuízo seria em torno de R$ 15 mil.


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