ATAQUE

Ofensiva dos EUA em Raqqa, na Síria, começará nas ''próximas semanas''

A cidade de Raqqa foi ocupada pelas primeiras células jihadistas em agosto de 2013

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Publicado em 26/10/2016 às 9:59
NAZEER AL-KHATIB / AFP
A cidade de Raqqa foi ocupada pelas primeiras células jihadistas em agosto de 2013 - FOTO: NAZEER AL-KHATIB / AFP
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O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, afirmou hoje (26) que a ofensiva para reconquistar Raqqa, "capital" do Estado Islâmico (EI) na Síria, deve começar nas "próximas semanas". As informações são da Agência Ansa.

A declaração foi dada durante uma entrevista exclusiva à emissora "NBC". Segundo Carter, o assalto à cidade está há tempos nos planos do Pentágono. Na última terça-feira (25), o secretário se reuniu com os ministros da Defesa de 13 países que integram a aliança para discutir os próximos passos da luta contra o Estado Islâmico.

Raqqa foi ocupada pelas primeiras células jihadistas em agosto de 2013, quando o grupo ainda se chamava Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A cidade passou a receber nos últimos dias extremistas em fuga de Mossul, no Iraque, que está sendo cercada pelas tropas de Bagdá e pelas forças curdas, com apoio da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Atrocidades

Os dois municípios estão a cerca de 460 km de distância e são considerados os principais redutos do EI em cada país. Raqqa tem aproximadamente 200 mil habitantes e fica no norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia.

A cidade foi palco de algumas das maiores atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico, como fazer crianças executarem reféns e o assassinato de uma mãe por seu filho jihadista, e abriga um mercado onde mulheres são vendidas por até US$ 500.

Além disso, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o líder do EI, Abu Bakr al Baghdadi, estaria escondido no município sírio.

Também nesta quarta-feira, a França prorrogou o fim da missão do porta-aviões Charles de Gaulle no Mediterrâneo para meados de dezembro. A embarcação serve de base para ataques tanto na Síria quanto no Iraque e pode ser usada para a retomada de Raqqa.

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