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Colômbia busca autores do atentado que deixou três mortos em Bogotá

Atentado em um shopping center de Bogotá deixou três mortos e nove feridos, incluindo uma cidadã francesa

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Publicado em 18/06/2017 às 10:05
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Atentado em um shopping center de Bogotá deixou três mortos e nove feridos, incluindo uma cidadã francesa - FOTO: AFP
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A Colômbia buscava neste domingo (18) os autores do atentado da véspera em um shopping center de Bogotá, que deixou três mortos e nove feridos, incluindo uma cidadã francesa, a dois dias do fim do desarmamento da guerrilha das Farc.

"Neste domingo realizaremos um Conselho de Segurança para avaliar os passos adicionais que permitam garantir a tranquilidade de Bogotá", declarou o presidente Juan Manuel Santos no local da tragédia, o centro comercial Andino, situado na Zona Rosa da capital e muito frequentado por estrangeiros.

As primeiras investigações indicam que um artefato explodiu atrás de um vaso sanitário no banheiro feminino do centro comercial, mas Santos afirmou que ainda não há indícios claros de quem foi o responsável.

Um francesa de 23 anos e duas colombianas, de 31 e 41 anos, morreram devido aos ferimentos.

Entre os nove feridos, há outra francesa em estado crítico.

Após a explosão, funcionários e clientes do shopping Andino foram retirados do local, enquanto policiais, bombeiros e paramédicos vistoriavam o local, constatou a AFP.

"Estávamos atendendo clientes quando escutamos a explosão, no segundo piso", disse à AFP Michael Montoya, que trabalha na Nicolukas, no terceiro piso.

"Descemos para ver o que tinha acontecido e tinha gente ensanguentada, chorando. Foi no banheiro porque só saíam mulheres chorando. Havia muita fumaça e os seguranças retiraram todos".

O prefeito Peñalosa avaliou que ainda é cedo para afirmar que "um grupo é responsável pelo atentado, mas claramente foi um atentado terrorista covarde".

Exército repudia atentado

A delegação de paz do Exército de Libertação Nacional (ELN), em Quito, repudiou o atentado e manifestou sua solidariedade com as vítimas.

Em mensagem no Twitter, o ELN pediu que as autoridades investiguem a fundo para identificar os responsáveis, e afirmou que a organização "jamais faria ações com o objetivo de atingir a população civil".

A Colômbia vive um conflito armado de mais de meio século envolvendo guerrilheiros, paramilitares e agentes do estado, que já deixou 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 7,1 milhões de deslocados.

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