JERUSALÉM

Incidentes entre palestinos e polícia israelense em locais sagrados

Os confrontos começaram quando um grupo de policiais caminhava em meio à multidão

AFP
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Publicado em 27/07/2017 às 15:21
Foto: AHMAD GHARABLI / AFP
Os confrontos começaram quando um grupo de policiais caminhava em meio à multidão - FOTO: Foto: AHMAD GHARABLI / AFP
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Novos confrontos começaram nesta quinta-feira (27) à tarde entre as forças de segurança israelenses e os palestinos na Esplanada das Mesquitas, na qual os fiéis muçulmanos entraram após quase duas semanas de boicote por conta das novas medidas de segurança impostas por Israel.

Um correspondente da AFP presenciou os confrontos, que começaram pouco depois que os fiéis entraram no local.

Segundo o Crescente Vermelho palestino, os incidentes deixaram 56 feridos na Esplanada, que os judeus chamam de Monte do Templo, e nas suas imediações.

Do lado de fora, os confrontos começaram quando um grupo de policiais caminhava em meio à multidão. Alguns palestinos jogaram garrafas de plástico e as forças israelenses responderam com bombas de efeito moral.

"Depois que os fiéis entraram no Monte do Templo, alguns começaram a atirar pedras contra os agentes, alguns dos quais caíram na praça do Muro das Lamentações", disse a polícia israelense em um comunicado.

"Um destacamento da polícia no local dispersou os agitadores utilizando elementos antidistúrbios. Um agente foi atingido por uma pedra na cabeça e foi atendido no local", continua o texto.

Os muçulmanos compareceram pela primeira vez em quase duas semanas à Esplanada após as autoridades israelenses retirarem as polêmicas medidas de segurança, decretadas após um ataque no qual morreram dois policias israelenses em 14 de julho.

Alguns gritavam de alegria ao entrar no recinto, enquanto outros exclamavam "Allahu Akbar" ("Alá é grande"), atendendo ao chamado das autoridades muçulmanas, que pediram aos fiéis para rezar novamente na Esplanada depois da retirada das medidas.

Durante dias, ocorreram fortes confrontos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, que deixaram cinco mortos e dezenas de feridos.

Além disso, três israelenses foram assassinados por um palestino em uma colônia hebreia na Cisjordânia ocupada.

Nesta quinta-feira (27), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, solicitou a execução do autor deste ataque. "É hora de aplicar [a pena de morte para terroristas] em casos graves", declarou diante das famílias das vítimas, segundo um vídeo publicado em seu Twitter.

Israel justificou o novo dispositivo alegando que os agressores de 14 de julho esconderam suas armas na Esplanada.

No entanto, após as pressões da comunidade internacional, Israel retirou na terça-feira os detectores de metal, substituídos por câmeras de segurança, que também foram desinstaladas nesta quinta. Pela manhã, a polícia anunciou o cancelamento de todas as novas medidas de segurança.

Durante a tarde, multidões de palestinos se concentravam em uma das entradas da Esplanada das Mesquitas para celebrar a anulação.

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