Denúncias

PPS pede que Comissão de Ética da Presidência investigue Cardozo e Adams

A próxima reunião do colegiado está marcada para o dia 20, quando os integrantes da comissão devem analisar se abrem um procedimento de apuração da conduta ética sobre o assunto ou se arquivam o requerimento

Da ABr
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Publicado em 08/10/2015 às 21:52
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A próxima reunião do colegiado está marcada para o dia 20, quando os integrantes da comissão devem analisar se abrem um procedimento de apuração da conduta ética sobre o assunto ou se arquivam o requerimento - FOTO: Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
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O PPS entrou nesta quinta (8) com duas representações para que a Comissão de Ética da Presidência da República apure a conduta de ministros do governo, que teriam colocado em dúvida a postura do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU).

As denúncias, protocoladas na manhã desta quinta-feira pelo líder do partido na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), se referem ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, e são decorrentes da entrevista que concederam domingo (4), anunciando o pedido de afastamento de Nardes do julgamento do processo.

A próxima reunião do colegiado está marcada para o dia 20, quando os integrantes da comissão devem analisar se abrem um procedimento de apuração da conduta ética sobre o assunto ou se arquivam o requerimento.

De acordo com a denúncia de Rubens Bueno, os auxiliares da presidenta Dilma Rousseff questionaram a isenção de Augusto Nardes, atitude que fere o Código de Conduta da Alta Administração Federal, que determina ser vedado à autoridade pública opinar publicamente a respeito “da honorabilidade e do desempenho funcional de outra autoridade”.

O governo, por meio do advogado-geral da União, tentou afastar o ministro Nardes da relatoria do processo. Adams entrou com pedido de arguição de suspeição de Nardes no tribunal, alegando que o ministro-relator teria antecipado seu voto à imprensa indicando a rejeição das contas de 2014 do governo federal.

O caso gerou mal-estar entre Nardes e o governo. O advogado-geral da União e o ministro da Justiça acusaram o ministro de “politizar” o processo. “Ele [Nardes] não só fala do processo como também antecipa o que vai fazer. Essa prática reiterada constrange o restante do tribunal em busca de apoio. Deixa de ser magistrado e vira político”, disse Cardozo no domingo.

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