Delação do fim do mundo

PSOL se reúne e deve tratar de Paulo Rubem na lista de Fachin

Novo integrante do PSOL, o 'Bronca' na planilha da Odebrecht, foi citado na delação de ex-executivos da empresa, mas alega inocência

Da editoria de Política
Cadastrado por
Da editoria de Política
Publicado em 12/04/2017 às 19:55
Divulgação
Novo integrante do PSOL, o 'Bronca' na planilha da Odebrecht, foi citado na delação de ex-executivos da empresa, mas alega inocência - FOTO: Divulgação
Leitura:

Os dirigentes estaduais do PSOL se reúnem na noite desta quarta-feira (12) e um dos assuntos em debate é o fato do ex-deputado federal Paulo Rubem, que se filiou há pouco tempo ao partido, ter aparecido na chamada "delação do fim do mundo". O pernambucano aparece na lista da Odebrecht com o codinome "Bronca".

A reunião desta quarta foi convocada em caráter extraordinário. Estuda-se a divulgação de uma nota em desagravo a Paulo Rubem. Na última terça-feira, ao ser informado que havia sido citado na delação premiada, o ex-deputado federal mostrou surpresa.

Filiado há um mês ao PSOL, Paulo Rubem é citado em delação por doação da Odebrecht em 2010

Deputado elogia Paulo Rubem no PSOL: como se fosse Neymar no Flamengo

Paulo Rubem chega ao PSOL e diz que será 'soldado' do partido

Eduardo Campos é citado em três diferentes novos casos na Delação do Fim do Mundo

Por Itaquitinga, Marcelo Odebrecht brecou doações para Eduardo e Paulo

Paulo Câmara diz confiar no PSB e que verdade será esclarecida

Paulo Rubem foi citado por ex-executivos da Odebrecht como um dos políticos que receberam recursos - R$ 76 mil - para a campanha eleitoral de 2010. Em conversa com a reportagem do Jornal do Commercio e, posteriormente, em uma publicação no Facebook, o psolista disse que não sabia por que seu nome havia sido citado.

Na próxima segunda-feira, Paulo Rubem vai à Justiça Federal buscar saber o teor da citação.

ESCLARECIMENTO DE PAULO RUBEM

1. Exerci mandatos de Vereador(1991-1994), Deputado Estadual (1995-2002) e Deputado Federal (2003-2014).Sempre combati irregularidades e privilégios. Não recebi no exercício desses mandatos, em nenhum momento, contribuição de campanha de empresas ou pessoas físicas, ora investigadas ou sob investigação a qualquer tempo. Fui Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, vinculada ao MEC(2015-2016), com orçamento anual superior a R$ 100 milhões. Sempre exerci a função pública com ética, transparência e compromissos com o bem-estar da população. Minhas campanhas sempre ficaram entre as mais pobres de Pernambuco. Isso é público e notório;

2. Presidi a CPI de Sonegação Fiscal (1995), fui titular de várias CPIs, como a dos Combustíveis ( 1998), das Ambulâncias/Sanguessugas ( 2006), da Dívida Pública ( 2010), enfrentando interesses e corporações gigantescas, com independência, movido pelo interesse público e pela defesa da ética nas relações público-privadas, sem qualquer indício ou denúncia de envolvimento com atos indevidos de qualquer natureza nessas participações;

3. Na Comissão Mista de Orçamento, Planos e Fiscalização do Congresso Nacional fui Relator Setorial para os orçamentos do MEC, MinC e MCT ( próximos de R$ 100 bilhões ), atuando com zelo, transparência e ética;

4. Fui Vice-Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e presidi audiência pública acerca da gigantesca dívida ativa tributária, sem qualquer indício ou denúncia de favorecimento de empresas devedoras ao fisco ou à previdência social;

5. Fui autor da Proposta de Emenda Constitucional que encerrava o foro privilegiado para Deputados Federais e Senadores nos casos de denúncia por crimes cometidos antes do exercício dos mandatos ou durante os mesmos, por atos sem relação com a representação parlamentar;

6. Nessa trajetória jamais apresentei projetos de lei, emendas a projetos de lei ou medidas provisórias para beneficiar empresas de qualquer natureza. Pelo contrário, em 2004 criei a Frente Parlamentar de Combate à Corrupção. Por convicção, mudei de partido duas vezes, saindo de partidos grandes e médios para o PSOL, com apenas seis deputados federais;

7. Minha declaração de IR, meus sigilos telefônico e bancário estão à disposição dos órgãos de fiscalização e controle.

8. Por fim, moro no mesmo imóvel adquirido em 1981, financiado e quitado com recursos próprios. Vivo exclusivamente do meu salário de professor assistente da UFPE.

Estou tomando as providências necessárias para conhecer o teor da petição ora encaminhada à Justiça Federal de PE e quando obtiver mais detalhes voltarei para dar as informações necessárias. Obrigado.

Últimas notícias