Apesar de não adiantar em que trechos poderia mexer, o relator do reajuste da PM na CCJ Romário Dias (PSD) sinalizou que pode fazer ajustes no texto para tentar um entendimento com os militares. Ontem, Romário se reuniu com o procurador da Alepe, Paulo Pinto, e com representantes da Associação de Cabos e Soldados, da Associação de Praças e do Clube dos Oficiais. Ele também vai procurar o governador Paulo Câmara.
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"Tem alguns pontos que nós concordamos, outros que a gente discorda. Outros que podem avançar mais, outros que podem ser suprimidos", disse. O deputado se negou a adiantar os tópicos por estar em processo de negociação. Apesar de ser da base, Romário muitas vezes adota postura mais independente quando discorda do governo. Para ele, o projeto "é bom". Seu parecer estará pronto até domingo. Se pudesse, o parlamentar colocaria a matéria em votação no plenário no dia seguinte.
"Você só não pode modificar projeto de matéria financeira para cima, para dar despesa ao Estado", explicou. "Vamos analisar. Em alguns cantos, talvez seja necessário botar para baixo ou botar para cima e ajustar. Quando chegar nesse momento, vamos levar ao governador, ver se o Estado tem condições, porque também não posso sacrificar outras categorias."
'CORTAR ONDE PUDER'
Relator do texto na Comissão de Administração, Tony Gel (PMDB) confirmou que pode apresentar seu parecer já na segunda, dependo do que mudar no texto da CCJ. "É um esforço hercúleo. Com certeza o governo vai cortar onde puder de despesas. E até alguns investimentos terão que sofrer um pouco", afirmou.