TSE

'Possibilidade de cassação da chapa Dilma-Temer aumentou', diz Daniel

Segundo o deputado federal Daniel Coelho (PSDB), as delações envolvendo Temer vão influenciar o TSE a andar mais rápido com o julgamento da chapa

Luisa Farias
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Luisa Farias
Publicado em 19/05/2017 às 10:29
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Segundo o deputado federal Daniel Coelho (PSDB), as delações envolvendo Temer vão influenciar o TSE a andar mais rápido com o julgamento da chapa - FOTO: JC Imagem
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Após a divulgação do áudio de conversa entre Michel Temer (PMDB) e o empresário Joesley Batista, o deputado federal Daniel Coelho (PSDB) reafirmou sua posição em favor do afastamento do presidente.

Para Daniel, a repercussão das delações vão influenciar no julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mantida para o dia 6 de junho pelo ministro Luiz Fux. "A possibilidade de cassação por parte do TSE aumentou bastante, porque agora além do elemento jurídico, tem a pressão política desses fatos revelados. Eu acredito que o TSE deva fazer esse julgamento com brevidade", disse Daniel em entrevista ao programa Passando a Limpo da Rádio Jornal nesta sexta-feira.

Segundo o deputado, o conteúdo do áudio confirma o que já vinha sido veiculado. “Não é compatível com as ações da Presidência da República esse tipo de conversa. Por mais que pouco ele tenha falado, o presidente no mínimo escutou um criminoso confesso falando de crimes, não disse absolutamente nada e não fez nada. A obrigação de qualquer cidadão ao saber de um crime é denunciá-lo, imagine o presidente da República”, contou. 

A delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista não integram o processo que apura se a chapa eleitoral formada pela ex-presidente Dilma Roussef (PT) e o presidente Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger nas eleições presidenciais de 2014.

PSDB

Na quinta-feira (18), Daniel, juntamente com oito deputados federais do PSDB protocolaram um pedido de impeachment do presidente Michel Temer com base nas delações premiadas da empresa JBS. A ação foi articulada pelo deputado João Gualberto (PSDB-BA).

“Quando houve o impeachment, eu sempre fui contra a participação dos ministros do governo. O partido teve um entendimento diferente. Eu espero que o PSDB acorde e tenha noção de que não há qualquer condição de continuar do governo”, afirmou Daniel Coelho. 

A nova gestão do partido, agora sob o comando de Tasso Jereissati (PSDB-CE), decidiu nessa quinta (18) permanecer na base aliada do governo federal. “O PSDB pediu aos seus quatro ministros que permaneçam em seus respectivos cargos, enquanto o partido, assim como o Brasil, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS”, diz nota. O PSDB ainda não se manifestou após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar o áudio que levou à abertura de inquérito contra o presidente. 

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