Crise da pandemia reduz déficit da balança comercial de Pernambuco

jamildo
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jamildo
Publicado em 30/12/2020 às 13:00
Operação no Porto de Suape. Terminal de containers.Suape (PE) 15.10.2014 - Foto: José Paulo Lacerda *** Local Caption *** Porto de Suape
Operação no Porto de Suape. Terminal de containers. - FOTO: Operação no Porto de Suape. Terminal de containers.Suape (PE) 15.10.2014 - Foto: José Paulo Lacerda *** Local Caption *** Porto de Suape
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Na corrida para o encerramento de 2020, a balança comercial de Pernambuco vem apresentando uma estabilidade nas exportações e quedas abruptas nas importações. O Estado vem conseguindo reduzir o déficit histórico de sua balança em 51,4% entre janeiro e novembro deste ano, na comparação com 2019.

A retração na importação de combustível, óleos e automóveis foi um dos fatores para este novo cenário.

“Por conta da crise do coranavírus, esses produtos deixaram de ser demandados em larga escala pelo mercado interno pernambucano, sobretudo automóveis, já que as montadoras deixaram de fabricar e, consequentemente, frearam suas vendas para o Brasil e para o nosso estado”, analisou o gerente de Relações Industriais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Maurício Laranjeira.

Quando os números das importações são analisados mês a mês, percebe-se que quase todos os meses foram de queda, o que gerou uma redução total próxima a 36% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já as exportações oscilaram bastante, mas se mantiveram em alta e sinalizaram incremento de 5% no mesmo intervalo analisado.

Boa parte desses resultados se deve à relação comercial de Pernambuco com países como Cingapura, Argentina, Estados Unidos e China, que, mesmo diante de uma crise sanitária mundial, se manteve estreita e propícia ao negócio.

“A Cingapura é um mercado novo, que acontece em razão da exportação de óleo combustível com baixo teor de enxofre. Então, tudo que é novo é importante porque tem a possibilidade de ampliar as vendas para outros produtos. Já os Estados Unidos, a Argentina e a China são parceiros clássicos, sendo os dois primeiros na exportação e importação e o terceiro na importação, ao qual dependemos em abastecimento de insumos – uma das tantas dificuldades durante o período de retomada”, justificou Laranjeira.

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