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Secretários de Meio Ambiente divulgam carta pedindo que Arco não destrua o maio ambiente

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Publicado em 30/04/2021 às 18:00
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Secretários e diretores de Meio Ambiente das oito cidades que compõe a APA Aldeia-Beberibe e serão atingidas pela autoestrada do governo estadual, reunidos virtualmente na quinta-feira, resolveram divulgar uma carta aberta contra os desenhos do Arco propostos pelo governo na licitação que decidirá a empresa executante do Projeto Básico, EIA/RIMA e Plano de Desenvolvimento Territorial ao longo da futura rodovia.

Eles querem uma alternativa que não prejudique o meio ambiente e as reservas de Mata Atlântica da região. O encontro foi organizado pelo Fórum Socioambiental de Aldeia.

A carta foi sugerida pelos próprios dirigentes municipais e será entregue ao governador Paulo Câmara. No encontro foi ainda definido que os prefeitos do perímetro da APA devem formar um consórcio para acompanhar o processo de licitação em andamento.

Os secretários pleiteiam, também, mais diálogo com os órgãos governamentais envolvidos na questão do Arco Metropolitano, como a AD Diper, e defendem rodadas de negociação com a presença da sociedade civil, representada, por exemplo, pelo Conselho Gestor da APA Aldeia-Beberibe e o próprio Fórum Socioambiental de Aldeia.

Participaram do encontro por videoconferência Diego Cabral (Camaragibe), Maurivan Tenório (São Lourenço da Mata), Rinaldo Rufino (Igarassu), Bruno Rafael (Araçoiaba), Josemário Marques (Paudalho), Natalício Costa (Abreu e Lima), Clécio Araújo (Paulista) e Eduardo Lins (Recife). Além da bióloga Cinthia Leite, convidada para representar o Conselho Gestor da APA Aldeia Beberibe. 

“A falta de diálogo e a intransigência por parte do Governo do Estado são flagrantes. Não se ouve os prefeitos, os secretários de Meio Ambiente, nem a sociedade civil”, diz em comunicado  Herbert Tejo, presidente do Fórum Socioambiental de Aldeia.

"Não procede o argumento do Governo de Pernambuco de que não há traçado em vista para o Arco, apenas um desenho de referência. Eu desafio o governo a provar que dois traçados fracassados em duas tentativas, uma em 2012 e outra em 2014, ambas pelos impactos ambientais que promoveriam, não estão sendo, de novo, reeditados. O governo explicitou no texto do edital o que quer, a ponto de destacar em um dos anexos do anteprojeto como Traçado Proposto, assim também procedeu quando submeteu a CPRH seu projeto básico para extrair da Agência um Termo de Referência. Tanto que as empresas concorrentes seguiram, praticamente, os modelos sugeridos. A sociedade exige ser ouvida e mostrar que há, sim, alternativa limpa e sem degradação das reservas de Mata Atlântica”, assinalou Tejo.

Duas empresas estão concorrendo na licitação do Arco Metropolitano. Uma é a JBR Future ATP, com uma proposta ao custo de R$ 3,8 milhões, que manteve quase que na íntegra o traçado sugerido pelo governo.

A outra, a TFP Maia Melo Agenconsult, apresentou um dos traçados sugeridos com algumas variantes, mas com impacto ainda maior sobre a Mata da Pitanga.  Esta apresentou um custo de R$ 5,6 milhões, mas uma pontuação técnica melhor. As licitações obedecem aos critérios de técnica e preço.

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