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Renan Calheiros acusa Fabio Wajngarten de estar mentindo à CPI da Pandemia

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Publicado em 12/05/2021 às 12:05
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A reunião foi suspensa por cinco minutos depois que o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), acusou Fabio Wajngarten de estar mentindo à CPI e outros senadores começarem a discutir em defesa do depoente.


Depois de alguns minutos de pausa, o trabalho da comissão de inquérito foi retomado. O presidente, Omar Aziz, disse que pode dispensar Waygarnten, se ele não ajudar, e chamá-lo novamente não como testemunha, mas como investigado.

O presidente, Omar Aziz (PSD-AM), apontou contradições no depoimento de Wajngarten em relação a entrevista à Veja: “Não menospreze nossa inteligência. O senhor está mentindo”. E afirmou que o depoimento terá consequências.

À Veja, Wajngarten chamou o ex-ministro da Saúde Pazuello de incompetente; disse que Pfizer tinha cinco escritórios e que o governo estava perdido, lembrou Omar Aziz: "O senhor só está aqui por causa da entrevista à revista Veja."

Renan quis saber sobre possível aconselhamento paralelo da Presidência da República e defesa da imunidade de rebanho. Fabio Wajngarten disse desconhecer ambos.


Em resposta ao relator, Wajngarten afirmou que a assinatura de contrato com a Pfizer não foi procrastinada. Segundo ele, não havia segurança jurídica na época, por conta de uma brecha legal.


Na CPi, Wajngarten confirmou que o Ministério da Saúde não respondeu à carta "até 9 de novembro", mas negou ter participado de negociações. Renan Calheiros (MDB-AL) questionou contradições em relação a entrevista dele à revista "Veja".


Wajngarten confirmou que a Pfizer encaminhou em setembro uma carta sobre a oferta de vacinas, mas segundo ele, eram “500 mil vacinas”, e não 70 milhões de doses. Ele disse que outros ministros também receberam.


Wajngarten falou que as declarações de Bolsonaro sobre vacinação têm um impacto diferente em cada público-alvo. Ele também disse concordar com a fala do presidente sobre não se vacinar, pois quer ser o último brasileiro imunizado.


Durante sua exposição inicial, Wajngarten disse que quando soube que a Pfizer enviaria uma carta ao governo brasileiro, levou o assunto ao presidente. Segundo ele, a atitude "proativa" foi republicana e para ajudar.


Questionado pelo relator sobre falas de Bolsonaro, Wajngarten disse para "perguntar a ele". A resposta gerou reação do presidente, Omar Aziz (PSD-AM): "O senhor está aqui na condição de testemunha. Vai responder sim ou não".

Wajngarten disse que o presidente Bolsonaro nunca interferiu na Secretaria de Comunicação Social e nas campanhas publicitárias relacionadas à pandemia


Em resposta a Renan Calheiros (MDB-AL), Wajngarten afirmou que é equivocado dizer que o governo “não comunicou” sobre a pandemia. Segundo ele, a Secom fez 11 campanhas desde fevereiro de 2020, sendo 7 com o Ministério da Saúde.

Com agência Senado

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