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Pfizer diz que Carlos Bolsonaro participou de reunião para tratar de vacina com Fabio Wajngarten

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Publicado em 13/05/2021 às 14:11
Foto: Divulgação/Senado Federal
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O dirigente do laboratório americano Carlos Murillo afirmou que Carlos Bolsonaro, filho do presidente Bolsonaro, e Filipe Martins, assessor da Presidência, estiveram em parte da reunião da diretora Jurídica da Pfizer com Fabio Wajngarten, no Planalto, em 7 de dezembro.  Carlos é vereador no Rio de Janeiro.

Questionado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), Carlos Murillo assegurou não ter recebido nenhum pedido de "vantagem pessoal" (propina) de governantes brasileiros.

Em resposta a Tasso Jereissati (PSDB-CE), o representante da Pfizer reafirmou que, apesar de a empresa ter sido procurada por Fabio Wajngarten, a farmacêutica nunca teve a expectativa de que ele iria coordenar a negociação.

Perguntado por Humberto Costa (PT-PE), Murillo confirmou reunião da diretora jurídica da Pfizer com Fábio Wajngarten por solicitação da empresa. Ele também confirmou que ligou para Wajngarten após contato do ex-secretário.

Carlos Murillo afirmou que o ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten não participou de negociações tratando do encaminhamento de vacinas. As negociações foram feitas com o Ministério da Saúde, segundo Murillo.

Guerra das vacinas

Pelo lado da tropa de choque, Marcos Rogério (DEM-RO) contestou possível entrega de vacinas em 2020 já que a agência reguladora dos EUA só emitiu aprovação da Pfizer em dezembro. Murillo confirmou que contrato condicionava a entrega às aprovações das agências.

Indagado pelo relator, o representante da Pfizer disse que iniciou os contatos com o governo em maio de 2020. Tratou principalmente com Ministérios da Saúde e Economia. Posteriormente, reuniu-se com Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.

Carlos Murillo, representante da Pfizer, afirmou que o segundo contrato de vacinas com o Ministério da Saúde está na fase final de assinatura e prevê um total de 100 milhões de doses, com entrega até o quarto trimestre deste ano.


Murillo detalhou as propostas apresentadas ao Brasil desde agosto. No dia 14, a Pfizer fez as primeiras ofertas: a primeira de 30 milhões de doses e a outra de 70 milhões, sendo 500 mil para 2020.

Segundo Murillo, foram três ofertas em agosto, com atualização do número de vacinas a serem entregues em 2020: 1,5 milhão. Em novembro, houve nova atualização da proposta, para venda de 70 milhões de doses para o Brasil.

Carlos Murillo confirmou que a Pfizer enviou carta com oferta de vacinas ao presidente Bolsonaro, com cópias ao vice Mourão, aos ministros Paulo Guedes, Eduardo Pazuello e Braga Netto e ao embaixador Nestor Forster.

Representante da Pfizer confirmou oferta de 70 milhões de doses de vacina ao governo em 2020, com entrega de pequena parte em dezembro. Ex-ministro Eduardo Pazuello apresentou números divergentes ao Senado em 18 de dezembro.

Renan citou declaração do ex-ministro Pazuello de que a Pfizer tinha exigências contratuais “leoninas”. Murillo negou a classificação e disse que as condições apresentadas foram as mesmas assinadas por 110 países.

Segundo Carlos Murilo, a Pfizer negociou diretamente com o Ministério da Saúde e teve a assessoria de dois escritórios externos de advocacia. Ele disse não saber se havia uma terceira banca envolvida.

Carlos Murillo afirmou que o posicionamento da Pfizer é continuar vendendo para governos e que desconhece quando a empresa poderá vender para empresas

Perguntado por Renan Calheiros, Carlos Murillo disse que não poderia afirmar a quantidade de vacinas entregue efetivamente, mas se o governo tivesse assinado contrato em agosto passado, a previsão era de 18,5 milhões de doses.

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