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Fundação Abrinq alerta para subnotificação de casos de abuso infantil no Brasil

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Publicado em 18/05/2021 às 14:40
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A campanha Pode Ser Abuso, da Fundação Abrinq, foi criada em 2018 para mobilizar e alertar a sociedade em torno da violência sexual contra crianças e adolescentes e suas consequências.

Desde o início da pandemia esse problema se agravou com o fechamento de creches e escolas, deixando milhares de meninos e meninas ainda mais vulneráveis e expostos à diversos tipos de violência.

Antes do isolamento social, necessário para conter a pandemia no Brasil, professores e educadores exerciam papel fundamental em ajudar identificar mudanças de comportamento ou a sentimentos negativos nas crianças.

Além disso, a maior parte dos casos de violência sexual contra crianças acontece dentro de casa com o agressor sendo uma pessoa de confiança da família.

Em 2021, a campanha Pode Ser Abuso, diz querer conscientizar a população para os sinais que podem indicar possíveis casos de abuso, bem como reforçar o papel da sociedade na proteção desse público.

"Todos somos responsáveis por mudar esta realidade. O abuso sexual é crime e precisa ser denunciado".

“A Fundação Abrinq traz a campanha Pode Ser Abuso pelo quarto ano consecutivo, com o objetivo de sensibilizar a sociedade a respeito dos sinais que as crianças demonstram quando expostas a situações de violência. Queremos unir forças e fazer com que esta situação saia do silêncio e os casos sejam denunciados”, afirma Victor Graça, gerente executivo da organização.

No ano passado, mais de 14 mil denúncias foram registradas no Disque 100 e no Ligue 180, do governo federal, envolvendo algum tipo de violência sexual contra crianças e adolescentes até 17 anos de idade.

Ou seja, em média são feitas 38 denúncias todos os dias. Infelizmente este número pode ser ainda maior se considerarmos que muitos casos permanecem em segredo.

A maior parte das denúncias se refere a adolescentes com faixa etária entre 12 e 17 anos, sendo que em 84% dos casos a vítima é do sexo feminino.

O principal agressor, com 38,2% das denúncias feitas, é o pai ou a mãe, seguido por padrasto ou madrasta.

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