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Álvaro Porto pede mobilização da União e Estado por oxigênio para o Agreste

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Publicado em 28/05/2021 às 17:10
Foto: Roberto Soares/Alepe
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O risco de colapso de oxigênio no Agreste, associado ao crescimento de 54% do número de casos de covid-19 nos últimos 15 dias na região, levou o deputado estadual Álvaro Porto (PTB) a fazer apelo, nesta sexta-feira (28.05), para que o Governo Federal e o Governo de Pernambuco unam forças e garantam a oferta de cilindros para hospitais de todo o Agreste.

De acordo com o deputado, o agravamento da pandemia, somado à eminente de falta de oxigênio, como alertaram os fornecedores do produto, em carta aberta, pode levar a região a viver um caos semelhante ao visto no início do ano em Manaus (AM).

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“Temos acompanhado o crescimento de casos no Agreste e feito apelos ao governo do estado no sentido de providenciar mais leitos de UTI e capilarizar a vacinação de grupos prioritários, como é o caso de grávidas e puérperas. Agora, a situação é de emergência. Como enfatizam os fornecedores, a demanda de oxigênio medicinal se encontra em aumento progressivo, gerando recordes de fornecimento”, diz.

“Tenho conversado com prefeitos e muitos municípios já estão sendo obrigados a transferir pacientes para outras cidades por causa da falta de oxigênio. A situação é crítica, com doentes sob risco de morte. É preciso reforçar o abastecimento com urgência”, completa.

Porto endossa o apelo apresentado na nota aberta em que os fornecedores pedem à Presidência da República e ao Governo de Pernambuco para que “intervenham junto aos fabricantes a fim de que regularizem o fornecimento de oxigênio medicinal, estabelecendo carga máxima de trabalho, com redução em cargas de oxigênio para fim industrial, redirecionando para fins medicinais a produção, com intuito de garantir o abastecimento a todos os distribuidores, e, por conseguinte, dos hospitais por eles atendidos”.

De acordo com o deputado, o contexto exige a soma de forças de todas as esferas públicas, independentemente de questões político-partidárias, e agilidade na tomada de decisão.

“É importante a população fazer sua parte, usar máscara e manter o distanciamento, caso precise sair de casa. As medidas preventivas devem ser observadas, as restrições respeitadas, mas, principalmente, a população doente deve ser socorrida e atendida com toda a estrutura necessária para que a saúde prevaleça”.

Em carta aberta, 20 distribuidores de oxigênio medicinal que atendem diversos hospitais municipais afirmam estar trabalhando no limite e pedem medidas junto aos fabricantes para a regularização do fornecimento, estabelecendo carga máxima de trabalho, com redução do oxigênio para fim industrial, redirecionando a produção para fim medicinal.

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