Ao vivo: CPI da Covid-19 ouve médica Nise Yamaguchi, considerada peça-chave de 'ministério paralelo' da Saúde

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 01/06/2021 às 9:58
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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Nesta terça-feira (1º), é a vez de Nise Yamaguchi depor na CPI da Covid-19 no Senado Federal. Defensora do chamado "tratamento precoce" por meio da cloroquina, a médica é peça-chave para esclarecer como surgiu a ideia de mudar a bula do medicamento para que fosse utilizado no tratamento de Covid. Estudos já comprovaram que a cloroquina é ineficaz contra a doença.

Segundo o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, foi Nise quem apoiou a proposta discutida no Palácio do Planalto. À CPI, Barra Torres disse que só a agência reguladora pode modificar uma bula, desde que solicitado pelo detentor do medicamento registrado. O diretor da Anvisa também disse que reagiu "de forma deselegante" à ideia levantada durante a reunião que relatou.

Os senadores também esperam que o depoimento de Nise esclareça as ações de um gabinete paralelo da Saúde, formado pela médica e outras figuras que teriam aconselhado o presidente Jair Bolsonaro nas ações sobre a pandemia.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), diz que a comissão já serviu para provar a existência de reuniões do governo com o gabinete, assim como a recusa da compra de vacinas. Agora, os senadores querem investigar a ligação entre essa assessoria e a disseminação de informações falsas sobre a Covid.

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