PREFEITO DE PETROLINA

Ida de Miguel Coelho para o DEM pode ajudar a atrair o PDT para palanque da oposição em 2022 em Pernambuco

Os dois partidos fecharam alianças em várias capitais em 2020 e tendem a manter as coligações em alguns estados em 2022.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 26/08/2021 às 7:48
DEMOCRATAS/DIVULGAÇÃO
FILIAÇÃO Miguel quer mostrar palanque amplo em ingresso no DEM - FOTO: DEMOCRATAS/DIVULGAÇÃO
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A ida do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, pré-candidato a governador, para o DEM pode ajudar a atrair o PDT para o palanque de oposição na disputa para o Governo de Pernambuco em 2022.

Miguel selou nesta quarta-feira (25), em Brasília, a filiação ao Democratas, sigla comandada nacionalmente por ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, e presidida em Pernambuco pelo ex-deputado e ex-ministro Mendonça Filho, pré-candidato a deputado federal.

No mesmo dia, também na capital federal, Miguel se encontrou com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A reunião teve a presença dos deputados federais Wolney Queiroz, presidente do PDT pernambucano, e Fernando Filho, do DEM, irmão de Miguel.

Segundo informações de bastidores, a ida de Miguel para o DEM pode ajudar a amarrar uma aliança com os pedetistas em Pernambuco. As duas legendas já têm alianças consolidadas desde 2020, como em Salvador, onde a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT) é aliada do prefeito Bruno Reis (DEM).

Os pedetistas buscam um palanque para Ciro Gomes em Pernambuco como alternativa ao PSB já desde agora. Apesar de manterem no discurso a confiança de que o partido do governador Paulo Câmara pode ficar com o PDT na disputa nacional em detrimento a Lula (PT), nos bastidores, os pedetistas frisam o "trauma" de 2018, quando dizem terem sido "abandonados" pelo PSB. Naquele ano, o PSB fechou aliança em Pernambuco com o PT e, na eleição presidencial, ficou neutro, isolando Ciro Gomes.

Para 2022, em uma eventual composição com Miguel Coelho, o PDT quer priorizar a indicação de um nome na chapa majoritária, ou a vice ou a senador - a preferência dos pedetistas para tentar ampliar a bancada no Legislativo.

Outro fator que pode pesar a favor da aliança é uma eventual "neutralidade" de Miguel Coelho para a disputa presidencial. Lideranças do PDT ouvidas pelo Blog não acreditam que o prefeito de Petrolina vá defender abertamente o nome do presidente Jair Bolsonaro nas eleições de Pernambuco, apesar do seu pai, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), ser o líder do governo no Senado Federal. Além disso, o DEM caminha para não apoiar João Doria, favorito para vencer as prévias do PSDB para definir o candidato tucano a presidente.

"Se for um palanque neutro, pode até ajudar mais Ciro do que o do PSB. Se o PSB apoiar Lula, o PDT ficaria sufocado na Frente Popular sem ter como defender Ciro Gomes. Em um palanque neutro, é mais fácil se soltar", explica um pedetista, sob reserva de fonte.

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