Com ajuda da Igreja

Geraldo Julio cria programa para ajudar famílias de agricultores em Suape

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 19/10/2021 às 17:53 | Atualizado em 19/10/2021 às 17:54
Suape
Geraldo Julio e o bispo Limacedo, em Suape - FOTO: Suape
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Na manhã desta terça-feira (19), Suape lançou o projeto Quintais Ecoprodutivos, que será desenvolvido em parceria com a Cáritas Nordeste 2, instituição vinculada à Igreja Católica, para fomentar e desenvolver pequenos espaços de agricultura familiar nas proximidades das residências dos futuros beneficiados pelo programa.

De acordo com o complexo, o novo programa vai criar a oportunidade de implementar um negócio sustentável, inclusivo e que gere renda para 300 famílias em situação de vulnerabilidade social de diversas comunidades localizadas no território do Complexo Industrial Portuário de Suape e em sua área de influência, totalizando 8 municípios: Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Moreno, Rio Formoso, Sirinhaém e Ribeirão.

"Uma boa parte das pessoas tem condições de empregabilidade e pode trabalhar nas empresas de Suape, mas como fica quem não pode? Temos que ajudar essas pessoas com a produção própria", disse ao blog o secretário, nesta terça.

O lançamento aconteceu às 10h, na área externa do edifício-sede da estatal portuária.

O programa terá duração de 18 meses, com a implantação de 100 quintais por semestre. O investimento total é de R$ 2,7 milhões. Haverá um processo prévio de identificação das famílias a serem beneficiadas com as 24 oficinas de capacitação técnica e, posteriormente, com a criação dos espaços produtivos.

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Limacêdo Antonio, também participou da assinatura do convênio. “É uma grande alegria para nós, da Igreja, participarmos de um projeto tão importante, que ajude essas famílias a ter comida na mesa e renda mensal. Trabalharemos todos juntos para que a iniciativa seja um sucesso e possa beneficiar ainda mais outras famílias”, disse o religioso.

Durante o lançamento do projeto, os convidados receberam sacolas ecológicas e puderam selecionar alguns alimentos orgânicos e experimentar iguarias produzidas nessas comunidades. Para isso, vários bancos de feira foram estrategicamente instalados no pátio externo da empresa. Vários agricultores participaram da iniciativa. Banana, tomate, laranja, alface, batata doce, rúcula, abacaxi, maracujá, entre outros alimentos, deram um colorido especial ao evento.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, o projeto poderá ser ampliado para outras 150 famílias.

“Os Quintais Ecoprodutivos ajudarão as pessoas a desenvolver e a utilizar os pequenos espaços no entorno das residências para a produção de alimentos de maneira sustentável. Esperamos contribuir para a segurança alimentar e para a inclusão socioprodutiva dessas famílias, gerando oportunidades de renda e trabalho para aqueles em situação de vulnerabilidade social”, explicou o secretário.


O diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti, disse que na primeira fase, foram montados os laboratórios de ecotecnologias. "Nessa segunda etapa, expandimos para 300 famílias esse processo de produção de alimentos. Pelo contrato, vamos implantar os quintais ecoprodutivos até o final de 2022, possibilitando a criação de uma rede de produção local de alimentos, de maneira sustentável, com foco na agricultura orgânica. Dessa maneira, será possível viabilizar a comercialização dessa produção”, explica o diretor".

Outras experiências

O projeto Quintais Ecoprodutivos é fruto de duas ações bem-sucedidas implementadas por Suape nos últimos anos: o Tô na Feira e os Laboratórios de Ecotecnologia. O primeiro, lançado em 2017 e que já acumula 11 edições, foi criado para fortalecer a relação da empresa com as comunidades locais e dar oportunidade para os agricultores e artesãos produzir, divulgar e comercializar seus produtos. Em 2020, sete Laboratórios de Ecotecnologia foram instalados nas comunidades da Praia de Gaibu, Nova Vila Claudete, Massangana, Assentamentos Bruno Maranhão (Sacambu) e Ximenes. Nesses locais, as famílias vêm aprendendo a cultivar diversos alimentos, como hortaliças e frutas, e a comercializar produtos derivados de sua produção.

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