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Bolsonaro diz que vai oferecer auxílio aos caminhoneiros para compensar aumento no diesel

Presidente discursou a apoiadores em Sertânia, no interior de Pernambuco

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 21/10/2021 às 15:23
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Nayara Vila Nova / TV Jornal
Bolsonaro em Sertânia - FOTO: Nayara Vila Nova / TV Jornal
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Após ameaça de greve por parte dos caminhoneiros, Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou o oferecimento de auxílio aos caminhoneiros autônomos. Parte da categoria disse que poderia iniciar paralisação caso o Governo Federal não cumprisse suas exigências. O anúncio foi realizado em Pernambuco, nesta quinta (21), durante entrega de obra em Sertânia.

Após defender seu ministro da Saúde, indiciado pela CPI da Covid, o presidente afirmou que prefeitos e governadores adotaram medidas de restrição para derrubar a economia, resultou na inflação no preço dos alimentos, com aumento também no gás de cozinha e combustíveis.

"Grande parte do que consumimos nós importamos e temos que pagar o preço deles, lá de fora. Nós vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil vão receber uma ajuda para compensar o aumento no diesel. Fazemos isso porque é através deles que os alimentos chegam nos quatro cantos do país", disse Jair Bolsonaro.

Pouco antes de Bolsonaro entregar o Ramal do Agreste, o ministro Gilson Machado criticou o governo Paulo Câmara (PSB) por não entregar a adutora do Agreste. A obra é tocada pelo Governo de Pernambuco com recursos federais. As duas execuções são distintas, mas fazem parte do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Paulo Câmara responde Gilson Machado, ministro de Bolsonaro

Veja a nota oficial da assessoria de imprensa do governo de Pernambuco, em resposta a Gilson Machado.

A água do Ramal do Agreste não chegará às torneira dos pernambucanos por um motivo simples: apesar dos R$ 161 milhões necessários para conclusão do sistema adutor terem sido colocados no orçamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, o presidente Jair Bolsonaro vetou o repasse dos recursos ao Governo de Pernambuco, responsável por tocar a obra.

Ou seja, mesmo contemplado pela Lei Orçamentária Anual 2021, a iniciativa foi objeto de Veto Presidencial, através da Mensagem nº 156, de 22 de abril de 2021, tendo sido alegado contrariedade ao interesse público, cancelando os valores estimados para 2021 de R$ 161 milhões. A medida também ignorou dois acórdãos do TCU que determinavam que o Ramal do Agreste e o Sistema Adutor deviam ser construído simultaneamente.

Como consequência do veto presidencial, mais uma vez, as obras da Adutora do Agreste diminuíram de ritmo por conta da incerteza na disponibilidade financeira e não pela ordem de execução dos trabalhos, como afirmou em nota o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Deixando bem claro: em 2021, a União não realizou nenhuma transferência de recursos e as adutoras que levariam a água do Ramal para os municípios não ficaram prontas.

 

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