Bastidores

Escola de Sargentos. Paulo Câmara temeu que Pernambuco fosse garfado

Como Pernambuco venceu a disputa pelo novo complexo militar

JC
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JC
Publicado em 23/10/2021 às 11:57 | Atualizado em 28/10/2021 às 15:02
Campo das Princesas
Paulo Câmara agradeceu ao comandante Paulo Sérgio Nogueira e ao seu Estado Maior pelo profissionalismo de todo o processo - FOTO: Campo das Princesas
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Fontes do Blog de Jamildo com acesso às negociações para a atração do complexo militar, em Abreu e Lima, que vai sediar a nova escola nacional de sargentos do Exército Brasileiro, contam que, nos bastidores, o governador Paulo Câmara temeu que o Estado de Pernambuco fosse 'garfado' por injunções políticas, a partir de Brasília.

"Apesar de termos a melhor proposta, o melhor projeto, ainda assim houve um momento o governador achava que não iria levar", revela uma fonte, fazendo referência a oposição do presidente Bolsonaro ao governador do Estado, com críticas públicas em mais de uma oportunidade.

Para alguns aliados, se isto acontecesse, o próprio Exército Brasileiro tiraria o projeto de pauta.

"Curiosamente, muita gente não sabe, a decisão em favor de Pernambuco já poderia ter sido aprovada antes. O alto comando do Exército se reune quatro vezes ao ano. Na penúltima, o tema foi colocado em pauta. Como não houve reação. Eles seguiram com a proposta melhor tecnicamente e fomos contemplados", diz a mesma fonte do Blog.

Aluísio Moreira/SEI
Reunião do governador Paulo Câmara com o comandante do Exército, General Paulo Sérgio Nogueira - Aluísio Moreira/SEI

Estratégia ousada

O blog já havia explicado que a principal motivação para o Exército optar pelo Nordeste havia sido a questão geopolítica. Hoje, a quase totalidade da força é concentrada no Sul e Sudeste.

No entanto, para que a vitória tivesse ocorrido, um ingrediente ajudou a escolha do Recife, pelo militares.

As cidades de Santa Maria, no RS, e Ponta Grossa, no Paraná, eram representadas na disputa por suas prefeituras, que tem um poder de fogo limitado. No caso de Pernambuco, o próprio Estado entrou na concorrência da mega obra.

"Eles se engajaram menos e foi um erro. Só as cidades se empenharam. Aqui, teve o peso de todo o Estado, que se dedicou e fez a diferença"

Por fim, a localização estratégica no Nordeste ajudou e o aeroporto privatizado do Recife. "As duas cidades do Sul são contramão para qualquer um. Aqui temos voos diretos para todo Brasil". Param uma escola que recebe mais de 100 mil candidatos e treina por dois anos 2 mil jovens, pode fazer a diferença. Bingo!

Aluísio Moreira/SEI
Reunião do governador Paulo Câmara com o comandante do Exército, General Paulo Sérgio Nogueira - FOTO:Aluísio Moreira/SEI

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