Off shore

Paraíba quer criar porto de grandes dimensões em alto mar para concorrer com Suape

Suape hoje se dedica a ser um hub concentrador de cargas para a região

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 01/11/2021 às 11:00
Marco Antonio Gadelha Pimentel/Divulgação
Cidade também é atração turistica na Paraíba - FOTO: Marco Antonio Gadelha Pimentel/Divulgação
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O prefeito de Mataraca, Egberto Coutinho Madruga (PSB), disse ao Blog de Jamildo que o município do Norte paraibano e mais onze cidades do entorno estão atualizando um projeto da UFPB para tirar do papel o projeto de um porto off shore, de águas profundas, com 16 a 18 metros de calado, seis quilômetros ao mar, para concorrer com Suape, dentro de uma estratégia de investimento e diversificação da economia regional.

"Já temos plano diretor, área retroportuária e o diferencial é que será privado. podemos atrair investimentos de R$6 bilhões", afirma. "Com a localização estratégica que temos, podemos atender a fábrica da Fiat", diz.

O porto poderia concorrer com Suape porque Pecém, no Ceará, sofre com problemas de correntes. As operações em Suape são seguras porque o porto, mesmo com águas profundas, é abrigado.

Para analistas locais, a movimentação é mais um fator para tirar do papel o arco metropolitano, que escoria com mais facilidade a produção da Mata Norte para Suape.

O prefeito paraibano diz que a disposição é começar as obras em 2022. Os líderes das cidades do Litoral Norte estiveram reunidos na semana passada para traçar ações. Há 50 anos a cidade era distrito de Mamanguape, cidade pólo do território.

"Esperamos o apoio do governo do Estado e do governo Federal. A Antaq permite portos privados e por isto esperamos que o governo coloque o tema em pauta"

"Temos que esquecer a politicagem e pensar grande, pensar no futuro. Os governos municipais não podem se concentrar em tapar buraco", diz o gestor, que já esteve em Pecém e em Suape para conhecer a estrutura portuária.

Ele conta que uma das vantagens do sítio é a problemática ambiental. "Não temos problemas de desmatamento porque os 10 mil hectares reservados para o retroporto eram área de cana", disse. "Sempre fomos pioneiros, com o primeiro parque éolico do Estdo"

"vamos ser parceiros de Suape, voltados para o translado, de forma complementar. O que vai dar velocidade ao projeto é que temos o apoio da iniciativa privada, não dependerá de investimentos públicos"

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