ENTENDA

Coronel Meira pode perder posto e patente após ser submetido ao Conselho de Justificação

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 11/11/2021 às 15:45 | Atualizado em 11/11/2021 às 16:19
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Em entrevista recente, Meira afirmou que situação do PTB em Pernambuco é "muito difícil" - FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
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Em portaria publicada na edição desta quinta (11) do Diário Oficial, a governadora em exercício Luciana Santos (PCdoB) submeteu o Coronel Meira ao Conselho de Justificação da Polícia Militar. A depender da decisão, ele pode perder o posto e a patente.

A medida acontece após o ex-candidato a vereador ser acusado de conduta irregular e praticar ato que afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe, previstos nas alíneas "b" e "c" do inciso I do artigo 2º da Lei Federal nº 5.836, de 05 de dezembro de 1972.

"O Conselho de Justificação é destinado a julgar, através de processo especial, da incapacidade do oficial das Forças Armadas - militar de carreira - para permanecer na ativa, criando-lhe, ao mesmo tempo, condições para se justificar", explica o Art. 1 da Lei Federal 5836/72.

Luiz de França e Silva Meira é coronel da Polícia Militar e, entre os anos de 2020 e 2021, deu entrevistas em emissoras de rádio da capital e interior, tecendo duras críticas ao governador Paulo Câmara (PSB-PE), a maior autoridade executiva do Estado, a quem a Polícia Militar é subordinada.

Ele também já teceu críticas a Carla Patrícia, ex-superintendente da Polícia Federal. A delegada chegou a entrar na Justiça contra Coronel Meira e pediu R$ 200 mil de indenização por danos morais

O Coronel Meira (PSC) tentou se eleger vereador em 2020, mas não obteve sucesso. Sem mandato eletivo, Meira deve ser julgado como servidor comum.

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