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Armando Monteiro diz que filiação de Bolsonaro ao PL não deslegitima aliança em Pernambuco

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 26/11/2021 às 19:25
Sérgio Maranhão/Divulgação
Líderes do PSDB, PL, PSC e Cidadania lançam o movimento Levanta Pernambuco, no Recife. Na imagem, Armando Monteiro, Daniel Coelho, Raquel Lyra, Anderson Ferreira, João Lyra e André Ferreira - FOTO: Sérgio Maranhão/Divulgação
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Em entrevista concedida nesta sexta (26) à Rádio Jornal, Armando Monteiro (PSDB) falou sobre o impacto causado pela filiação de Jair Bolsonaro ao PL no cenário político pernambucano. Para o ex-senador, o ingresso do presidente da República ao partido de Andersson Ferreira não influencia os planos da aliança, possivelmente encabeçada por Raquel Lyra (PSDB).

A filiação de Bolsonaro está marcada para o dia 30 de novembro. Questionado pelo colunista Igor Maciel sobre como fica a aliança do futuro partido do presidente junto com o PSDB, Cidadania e PSC, firmada através do movimento Levanta Pernambuco, Armando Monteiro diz que o grupo já se preparava para lidar com mais de um candidato à presidência.

"A gente tem de ser realista: quando foi feita a aliança, não se tinha clareza se o PL iria apoiar o candidato do PSDB à presidência. Pelo contrário, como o PL já se alinhava no chamado 'centrão', tudo fazia crer que viria a apoiar outra candidatura presidencial", pontua Armando Monteiro.

Apesar de não ter previsto a filiação de Bolsonaro, a aliança deve seguir firme sob a expectativa de uma liderança da prefeita de Caruaru: "O que motiva a aliança é o projeto de Pernambuco. Ainda que exista um desconforto com Bolsonaro em relação à minha posição, como a expectativa é que Raquel venha a liderar a aliança, a liderança da aliança é do PSDB, na minha avaliação. Portanto, receber apoio de partidos que defendem outras candidaturas presidenciais não deslegitima, do ponto de vista político, a união".

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