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Atletismo

Vitória africana! Sandrafelis Chebet e Belay Tilahun vencem corrida de São Silvestre

A queniana Sandrafelis Chebet, 23, e o etiope Belay Tilahun, 25, subiram no mais alto lugar do pódio nesta sexta-feira (31)

Estadão Conteúdo Julianna Valença
Estadão Conteúdo
Julianna Valença
Publicado em 31/12/2021 às 9:45
Rovena Rosa/Agência Brasil
Devido à expansão da nova variante da covid-19, a São Silvestre foi realizada com uma série de restrições. - FOTO: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Os campeões masculino e feminino da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre foram uma dupla africana. A queniana Sandrafelis Chebet, 23, e o etiope Belay Tilahun, 25, subiram no mais alto lugar do pódio nesta sexta-feira (31).

>> Prêmio São Silvestre: veja quanto ganha o vencedor da prova

Apontada como a grande favorita da prova, Sandrafeliz Chebet concluiu os 10km em 50min06s, a atleta assumiu a dianteira logo nos primeiros minutos de prova. A segunda atleta a cruzar a linha de chegada foi a etiope Yenenesh Dinkesa, com o tempo de 51min26s. O terceiro lugar do pódio feminino ficou com a atleta brasileira Jennifer Nascimento.

Já na categoria masculina, o vencedor Belay Tilahun quebrou o jejum de títulos do País. O brasileiro Daniel Nascimento chegou em 2º lugar, seguido do 3º colocado, o boliviano Hector Flores.

Quem ganhou a São Silvestre?

Após um ano de ausência por causa da pandemia de covid-19, a 96ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre voltou a colorir as ruas de São Paulo no último dia do ano, a prova foi realizada seguindo os protocolos sanitários e contou com cerca de 20 mil corredores, entre amadores e profissionais. Alguns usaram máscara facial, mas muitos optaram por não usar o equipamento de proteção. Em muitos trechos o asfalto estava molhado por causa da chuva que ocorrera horas antes.

A prova masculina começou com intensa disputa, com um grupo de brasileiros correndo em bloco e não deixando os representantes africanos disparar. Entre eles estavam Daniel do Nascimento e André Luiz Silva. Com 12 quilômetros de prova, Danielzinho mantinha a liderança, seguido pelo boliviano Héctor Flores e pelo etíope Belay Bezabh e pelo queniano Elisha Rotich, este um pouco mais atrás.

No início da subida da Brigadeiro, Danielzinho e Belay começaram lado a lado. Faltando mil metros, o etíope abriu uma pequena distância para conseguir cruzar a linha de chegada com um certo conforto, marcando 44min54s. Danielzinho chegou na segunda posição, pouco depois, seguido pelo boliviano Flores.

"Há dois anos, eu falei que ia evoluir muito. Agora eu consegui o segundo lugar na São Silvestre, e vamos continuar evoluindo. Quero agradecer a todo mundo que me apoiou. Eu iria vir ao Brasil para descansar, mas ganhei essa força dos fãs. É muito bom estar no pódio. Quando junta oportunidade com trabalho duro, dá certo", comentou o brasileiro de 23 anos, que recentemente fez a segunda melhor marca mais rápida da história de um brasileiro na maratona.

Na prova feminina, logo de cara as duas favoritas do continente africano dispararam e abriram larga vantagem em relação às suas adversárias. Em ritmo forte, Sandrafelis Chebet (Quênia) e Yenenesh Dinkesa (Etiópia) aceleraram pelas ruas de São Paulo. Com dois terços da prova, Sandrafelis de descolou da rival e não deu brecha para nenhuma outra rival, abrindo uma distância considerável.

Depois de 50min06s, a queniana cruzou a linha de chegada, festejando a vitória e repetindo seu resultado de 2018, quando também foi campeã. Na segunda posição chegou a etíope Yenenesh, com mais de um minuto de diferença, seguida pela brasileira Jenifer do Nascimento, que deu um sprint no final e ficou à frente de Valdilene dos Santos, que acabou em quarto lugar. A também brasileira Franciene Moura completou o pódio.

"Depois de tantos anos, temos três brasileiras no pódio. É um percurso duro, uma prova difícil, e graça a Deus no final deu tudo certo", festejou Jenifer, que estava esgotada após a linha de chegada.

 

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