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Na tentativa de reabrir como serviço essencial, Havan passa a vender arroz e feijão

A medida adotada pela Havan sustenta a afirmação do presidente Bolsonaro para que os empresários devam "jogar pesado" com os governadores para a reabertura do comércio

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 20/05/2020 às 16:03
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o aliado Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan - FOTO: Divulgação
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A rede de lojas da Havan, que vende itens para o lar, passou a incluir alimentos na prateleiras para ser considerada atividade essencial durante a pandemia do coronavírus. A rede incluiu arroz, feijão, macarrão, óleo e agora briga na Justiça pelo reconhecimento.

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A medida foi adotada depois que o próprio presidente da República, que defende a reabertura do comércio, falou que os empresários devem "jogar pesado" com os governadores, com relação as medidas adotadas pelos decretos estaduais e municipais. O dono da Havan, Luciano Hang, é aliado do presidente.

Não contentada com alimentos essenciais nas prateleiras, a Havan também incluiu ações judiciais e protestos de funcionários nas portas de Prefeituras, para tentar de manter aberta enquanto os estados e municípios decretam o distanciamento social.

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De acordo com a Folha de S.Paulo, os alimentos passaram a fazer parte da loja há cerca de duas semanas, quando o fechamento de serviços não essenciais já estava decretado. Porém, o estoque é baixo e os produtos não estão disponíveis para venda no site da rede, apenas chocolates e capsulas de café.

Das 143 lojas da rede, apenas 16 estão fechadas. A maioria das lojas que estão abertas são nos Estados que flexibilizaram a abertura de alguns setores do comércio, mas com horário reduzido, como Santa Catarina e Paraná. Já as lojas de Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pará e Acre, permanecem fechadas.

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