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Universidade de Oxford testará vacina contra o coronavírus em 500 voluntários de Salvador

Além de Salvador, há voluntários para receber a vacina em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesta etapa do estudo, participarão 3 mil pessoas

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Publicado em 10/07/2020 às 19:07
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PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford é a mais avançada no mundo - FOTO: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP
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com informações do G1

A Universidade de Oxford, na Inglaterra, irá testar a vacina contra o novo coronavírus em 500 voluntários de Salvador, na Bahia. Um outro grupo, também formado por 500 voluntários, receberá uma dose com efeito placebo. A informação foi divulgada pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino nesta sexta-feira (10). Além de Salvador, há voluntários para receber a vacina em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nesta etapa do estudo, participarão 3 mil pessoas.

Para participar dos testes, é necessário ser um profissional de saúde adulto, com idade entre 18 e 55 anos, que não tenha sido contaminado com o novo coronavírus e que apresente risco aumentado de infecção. Os voluntários são funcionários da Rede D'Or São Luiz.

Os que desejam participar dos testes devem preencher um formulário no site do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino. Para participar é necessário se enquadrar nos critérios de elegibilidade. No questionário, é necessário relatar algumas informações, como, por exemplo, se tem contato com materiais colhidos de pacientes com suspeitas ou diagnóstico confirmado da covid-19. A seleção e acompanhamento dos voluntários acontecerão nas instalações do Hospital São Rafael.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford é a mais avançada no mundo.

Produção

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford é produzida a partir de uma versão enfraquecida do vírus do resfriado comum, o adenovírus, que contém material genético da proteína Spike do SARS-CoV-2. Após a vacinação, a proteína é produzida, o que estimula uma resposta do sistema imunológico contra a infecção pela covid-19. Em abril, a vacina passou pela primeira fase de testes, o que incluiu um grupo de mais de mil pessoas entre 18 e 55 anos no Reino Unido.

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